Roubo de cabos elétricos na rua Conselheiro Galvão Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo

Depois de ver o cenário de furtos de cabos de telefonia, internet e energia elétrica totalmente fora de controle, a Rioluz e as empresas do setor vem tomando uma série de providências na tentativa de minimizar o prejuízo gerado pela ação dos criminosos. Segundo reportagem do jornal Extra, as perdas para companhia chegam a R$ 100 mil mensais com esse tipo de crime.

Entre algumas das medidas adotadas pelas prestadoras de serviços, estão a implantação de cabos blindados com concreto, postes de fibra de vidro, galerias com sensores de presença, tampas de bueiros de cimento. Já a Rioluz que todo mês precisa repor 30 mil metros de cabos de iluminação das ruas furtados, tem como estratégia a instalação de dez mil câmeras com reconhecimento facial para inibir os ladrões. Os equipamentos devem começar a ser instalados em outubro na cidade.

O furto de cabos vem sendo um drama para população carioca, que diariamente convive com falta de sinal de internet e telefonia. Além disso, cerca de 3.500 clientes da Light ficaram sem luz em 2020. E, só no primeiro semestre deste ano, o número de atingidos subiu para 6.500, um aumento de 85,7%. Copacabana, Ipanema, Centro e Barra da Tijuca foram os bairros que mais sofreram com esse tipo de crime.

De acordo com a Rioluz, a maior parte dos furtos de cabos acontece nas Zonas Oeste e Norte, mas áreas da Zona Sul não escapam dos delitos.

A empresa municipal de iluminação pública também está blindado os dutos de cabeamento com concreto em áreas mais vulneráveis. Além disto, também está fazendo a troca de postes de concreto por outros de fibra, que não deixam os fios aparentes.

O perigo também está sob os pés dos cariocas. Bandidos já levaram este ano 2.520 grelhas e tampões da rede de drenagem nas ruas, um crime tão usual que a prefeitura vem trocando essas peças de metal pelas de concreto. Assim como os cabos, essas tampas vão parar nos ferros-velhos, que funcionam livremente na cidade.

Ferros-velhos do Centro são a mola motora dos roubos e furtos de peças metálicas

Esses estabelecimentos também recebem parte do patrimônio cultural da cidade. São monumentos e chafarizes que têm suas partes de metais saqueadas. A Secretaria de Conservação (Seconserva) registrou nove boletins de ocorrências deste tipo este ano. Entre os bens levados, estão duas peças de bronze da escultura de D. Pedro I, na Praça Onze; o bastão, a efígie e as letras da estátua de Oswaldo Diniz Magalhães, na Praça Saens Peña; e placas históricas em bronze da estátua de Benjamin Constant, no Campo de Santana, no Centro.

O caminho mais perigoso desse crime atravessou os muros do sistema ferroviário, que já registrou 374 furtos este ano. Foram retirados 22 mil metros de cabos de energia e sinalização, provocando a suspensão de 862 viagens. Já as trocas de tiros perto das linhas férreas paralisaram o sistema 20 vezes no período. Em todo o ano passado, em 355 furtos, 6.174 metros de cabos foram levados.

1 COMENTÁRIO

  1. Epa! Começa assim… Reconhecimento facial para roubos e um dia vira sistema de créditos sociais, como na China. Ideias ruins sempre são embaladas em papel bonito. Já seria efetivo controlar os ferros-velhos que instalar essa parafernália toda.

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