A Câmara de Compensação Ambiental do Rio de Janeiro aprovou nesta semana o programa “Florestas do Amanhã”, da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade. A iniciativa vai reflorestar 1,1 mil hectares de Mata Atlântica em 20 unidades conservação e em outras áreas prioritárias espalhadas por todo o território fluminense.

Serão 2,5 milhões de árvores plantadas em cidades da Região da Bacia Hidrográfica V, abrangendo os municípios Cachoeiras de Macacu, Rio Bonito, Magé, Guapimirim, Itaboraí, Maricá, Niterói, São Gonçalo, Tanguá, Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita, São João de Meriti, Nilópolis, Nova Iguaçu e Rio de Janeiro. Serão utilizados recursos do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) do Comperj depositados no Fundo da Mata Atlântica. Além do plantio, haverá geração de emprego e renda para a população local. A estimativa é que sejam criados até 5 mil empregos na primeira etapa. 

O Estado do Rio de Janeiro cumpre assim o Acordo de Paris, que prevê a redução da emissão de gases, justamente com o plantio e recuperação da Mata Atlântica, ecossistema muito conhecido e valorizado mundo afora devido à grande biodiversidade. É o amadurecimento da gestão ambiental, afinal os empregos crescem junto com as árvores”, destaca o secretário de estado Altineu Côrtes.

O início do plantio de reflorestamento acontecerá nos próximos meses respeitando-se o calendário agrícola. O planejamento do programa inclui ainda outras regiões hidrográficas nas próximas fases, considerando a importância da restauração de todas as áreas do Estado do Rio de Janeiro.  

É uma data emblemática para nós. Aprovar este programa no Dia Mundial do Meio Ambiente é um prêmio para quem realmente entende a necessidade de investir no plantio de mudas para restaurar a nossa Mata Atlântica”, comemora Altineu Côrtes.

Entre as instituições da Câmara de Compensação Ambiental do Fundo da Mata Atlântica que analisaram e aprovaram o projeto estão a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Instituto Chico Mendes (ICMBio), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (ANAMMA). Os representantes analisaram o projeto apresentado pela Subsecretaria de Conservação da Biodiversidade e Mudanças do Clima da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade.



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7 COMENTÁRIOS

  1. Desculpe, não notei que o “Programa”, que não conheço, era dividido em regiões. Porque começaram pela região V do “Programa”? Petrópolis faz parte de qual nº romano do “Programa”? Não é importante divulgar primeiro o escopo do “Programa” para que seus leitores sejam melhor informados e não façam comentários
    “sem noção” como o que fiz.

  2. Seu comentário aguarda moderação / Solicitam que os leitores comentem e quando comentamos exigem “moderação”, o meu comentário finalizou com uma simples ironia, é pecado?

  3. Muito legal, várias instituições sérias e pessoas inteligentes envolvidas, agora será q ñ se consegue dar um basta nessa milícia de m..da, q destrói as matas do Rio, na Muzema e Itanhangá.
    Começa a punir o comprador também, sem o mercado, da “molezinha” no imóvel comprado por êles, como já ouvi falar, êles vão ter q enfiar o imóvel, naquele lugar…Poxa….

  4. Muito bom! É super importante termos mais reflorestamento e iniciativas como esta para preservar essa aura tropical que só o Rio tem e fazer a cidade respirar mais ares puros. É importante também devolver à natureza aquilo que é seu uma vez que antes do urbanismo descontrolado toda a área da região metropolitana era Mata Atlântica nativa. Temos que cuidar do nosso Parque Nacional da Tijuca que é a maior floresta urbana do mundo e de beleza ímpar e sem ela a cidade do Rio seria 7% mais quente!

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