RJ: Pesquisa da UFRJ revela migração de usuários do transporte público para carros e serviços de aplicativo

Usuários apontaram como motivos das mudanças: desemprego, 23,61%; mudança do local de destino, 19,61%; e adesão ao regime híbrido, 19,35%

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Imagem meramente ilustrativa / Foto: Rafa Pereira - Diário do Rio

A pesquisa “Será que mudamos? Um panorama do transporte público na Região Metropolitana do Rio de Janeiro”, realizada pelo Programa de Engenharia de Transportes (PET) da Coppe/UFRJ, verificou que 14,5% da população da Região Metropolitana do Rio mudou o seu padrão de locomoção no período pós-pandêmico.  

Para o levantamento, que foi feito entre agosto e outubro, foram ouvidos 4.300 moradores de 14 cidades fluminenses. Os usuários apontaram como motivos das mudanças: desemprego, 23,61%; mudança do local de destino, 19,61%; e adesão ao regime híbrido, 19,35%.

Os pesquisadores da Coppe/UFRJ alertaram que as reclamações feitas pelas empresas e concessionárias de transporte têm se confirmado através da migração definitiva de passageiros para o transporte individual – particular ou por serviço de aplicativos. Os usuários dos novos modais de transporte são especialmente aqueles com maior escolaridade e poder econômico.

De acordo com a equipe da Coppe/UFRJ, para a população de baixa renda, o preço das passagens de ônibus se tornou o critério mais importante na hora de pegar o transporte. Isso representa uma mudança na realidade da população que utiliza o modal, que atribuía à rapidez, ao conforto e à segurança as suas motivações para usá-los.

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A pesquisa foi motivada para apontar medidas que tornem o transporte público do Rio mais sustentável. O trabalho será apresentado durante a 20ª edição do Congresso Rio de Transportes (RDT), que teve início nesta quinta-feira (7) e terá continuidade na sexta-feira (8), no Parque Tecnológico da universidade.

“A proposta é promover sinergia, conectar centros de pesquisa e inovação, empresas e gestores públicos para incentivar o desenvolvimento de um transporte cada vez mais integrado e sustentável. Buscamos acelerar a implementação das ideias discutidas. Além da pesquisa, serão apresentados 90 trabalhos acadêmicos, de graduação e pós-graduação, que ficarão disponíveis para consulta. É um evento gratuito que terá transmissão pela internet”, disse o professor Glaydston Mattos Ribeiro, coordenador do Rio de Transportes.

Informações: O DIA

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3 COMENTÁRIOS

  1. O transporte público não é confiável! Ônibus sempre imundos, com insetos e os horários extremamente irregulares.
    Sem contar no tempo e valor gasto dependendo da quantidade de pessoas.

  2. Será que levaram em consideração o valor gasto? Dependendo das condições, sai mais barato duas pessoas no Uber do que pegando um ônibus em péssimas condições.

  3. Enquanto os interesses privados comandarem o setor de transporte coletivo urbano, não esperem mudanças para melhor; é ladeira abaixo. Isso vale para todos os outros serviços de interesse público. O exemplo da ENEL não me deixa mentir.

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