Foto: Reprodução/Internet

Artigo do jornalista Gabriel Barreira para o portal G1 traz um dado alarmante mas um tanto quanto já esperado: dados dos cartórios do Rio de Janeiro apontam que o número de mortes por COVID-19 pode vir a ser 122% maior do que apontam os dados oficiais.

Até a terça-feira, dia 28/4, era contabilizado pela secretaria estadual de saúde o número de 738 mortos por COVID-19. Já o Portal da Transparência da Central de Informações do Registro Civil (CRC Nacional) contabilizava 1.507 pessoas mortas com a doença ou com suspeita de Covid-19 em todo o território fluminense.

O CRC também aponta um grande aumento do número de mortes por síndrome respiratória aguda grave (SRAG), causa mortis que aumentou 2.500%, se compararmos ao mesmo período de 2019. Eram 9 e saltaram a 232. Não é difícil presumir a causa da diferença.

O mesmo ocorre nos casos de morte por insuficiência respiratória, que de 16 de março, quando morreu a primeira pessoa por coronavírus no estado, até 28 de abril, chegou a 1.240 óbitos. Neste caso, são 135 a mais do que no ano passado.

As mortes por causas indeterminadas também tiveram aumento significativo de 2019 para 2020: saltaram de 6 para 342, um aumento de 5.600%.

Os especialistas ouvidos por Barreira foram unânimes em dizer que “um percentual significativo de mortes por causa indeterminada, ou por SRAG ou por pneumonia não qualificada quanto ao agente etiológico (causador da doença), com muita chance de ser atribuída ao coronavírus“.

Pesquisadores dizem que a possível subnotificação ocorre por um conjunto de fatores, como a falta de testes no estado e casos de pacientes que têm uma piora rápida e não têm o diagnóstico da COVID-19 a tempo.

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