Foto: Reprodução/Internet

Muito em breve, o Rio de Janeiro poderá ter um avanço importante em sua medicina. Isso porque foi aprovado nesta quinta-feira (06/02) pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), em 1ª discussão, o projeto de lei 174/19, de autoria do deputado Carlos Minc (PSB), que visa uma política de prevenção da saúde e produção de pesquisas científicas através da cannabis medicinal.

A proposta tem como objetivo garantir suporte institucional e orientação para pacientes e seus familiares. O texto, porém, ainda precisa ser votado em 2ª discussão pela Casa.



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O projeto de lei prevê estimular a divulgação para os profissionais da área da saúde para que saibam das possibilidades de uso e riscos da cannabis medicinal, além de normatizar o cultivo da cannabis medicinal dentro de associações de pacientes nos casos autorizados pela Anvisa e pela legislação federal, como consta no art. 2° da lei 11.343/2006.

As associações de pacientes poderão realizar convênios e parcerias com instituições de ensino e pesquisas, objetivando apoio para análise dos remédios com a finalidade de garantir a padronização e segurança para o tratamento dos pacientes. Deverão contar também, obrigatoriamente, com um profissional médico, farmacêutico e um fisioterapeuta para indicação, acompanhamento e tratamento dos pacientes associados, com um cultivador certificado pela Embrapa ou outra instituição reconhecida por ela que acompanhe todas as etapas do cultivo como consultor responsável.

Segundo Carlos Minc, em 2014 foram feitos 168 pedidos para a importação da cannabis medicinal, e em 2018 o número saltou para 4.236.

Deputado estadual Carlos Minc, autor da proposta – Foto: Thiago Lontra

”Esse aumento também se observa na área médica, em que 34 especialidades já reconhecem o uso da cannabis como tratamentos para seus pacientes. Grupos de pesquisa foram criados na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e em um laboratório da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ainda assim, essas iniciativas não conseguem cobrir toda a demanda por produções científicas, o que impõe a necessidade de estimulá-las”, explicou o deputado.

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