(Foto: Reprodução Internet)

O Estado do Rio registrou nesta quinta-feira (7/10) a menor índice de pedidos de internação para Covid em 19 meses. A informação foi divulgada pelo jornalista Edmílson Ávila. De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde, foram 37 pedidos de leitos, o número mais baixo desde março do ano passado, quando começou a pandemia.

A 40ª edição do Boletim Epidemiológico Covid-19 do Rio, que a Secretaria Municipal de Saúde divulgou nesta sexta-feira (08/10), apresentou, pela terceira semana seguida, o mapa de risco da cidade para transmissão da Covid-19 por inteiro na classificação amarela.

Todas as 33 regiões administrativas do município estão no estágio de atenção de risco moderado no indicador que considera as internações e óbitos. Além desses dois índices, casos notificados por covid-19 e os atendimentos na rede de urgência e emergência por síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave na capital também mantêm a tendência de queda sustentada.

O boletim mostra que, desde março de 2020, o Município do Rio soma 486.607 casos de covid-19, com 34.260 óbitos. Em 2021 são 270.674 casos e 15.195 mortes. A taxa de letalidade deste ano está em 5,6%, contra 8,8% em 2020; e a de mortalidade, em 228,1 a cada 100 mil habitantes, contra 286,2/100 mil no ano passado. A incidência da doença é de 4.063,3/100 mil, quando em 2020 era de 3.241,6/100 mil.

Vacinação

Até a noite da última quinta-feira (07/10), 5.779.624 pessoas haviam tomado a primeira dose (D1) ou dose única (DU) das vacinas contra a covid-19. Com o esquema vacinal completo (duas doses ou dose única), já são 3.888.470 pessoas, o que representa uma cobertura de 57,6% da população total e de 73,6% da população adulta (a partir de 18 anos). As doses de reforço (DR) em idosos e pessoas com alto grau de imunossupressão somam 262.785 aplicações até agora.

Eventos-teste

Entre os três eventos-teste já autorizados pelo Instituto Municipal de Vigilância Sanitária (Ivisa) e que já completaram o prazo de 14 dias para monitoramento do público presente, todos foram jogos de futebol: Flamengo e Grêmio, em 15 de setembro; Vasco e Cruzeiro, em 19 de setembro; e Flamengo e Barcelona de Guayaquil, em 22 de setembro. Para assistir as partidas, as pessoas precisavam estar comprovadamente testadas e vacinadas.

Os jogos do Flamengo, ambos realizados no Maracanã, registraram uma taxa de incidência seis vezes menor do que o Município do Rio. No primeiro, entre os 7.652 torcedores testados, 0,9% apresentou resultado positivo e não pôde ingressar no estádio. Após a quinzena de acompanhamento do público, 10 casos suspeitos de covid-19 e um confirmado foram identificados. Todos tiveram sintomas leves, nenhum tinha mais de 59 anos, e nove eram homens. Outro dado de destaque é que, entre as pessoas desse grupo, quatro tinham completado seu esquema vacinal, e seis tinham apenas a primeira dose.

Já no segundo jogo do rubro-negro carioca, entre os 26.478, apenas 0,2% do público testou positivo, sendo barrado na entrada do Maracanã. Passadas as duas semanas de monitoramento do Ivisa, 25 casos suspeitos e nove confirmados foram notificados. O perfil dessas pessoas, que apresentaram somente sintomas leves, é que todas tinham no máximo 59 anos; 82% eram homens, e 47% tinham o esquema vacinal completo.

Quanto ao jogo do Vasco, sediado em São Januário, 1,1% dos 549 torcedores testaram positivo para covid-19 e não puderam participar do evento. Passados os 14 dias de vigilância do Ivisa, nenhum caso suspeito ou confirmado foi identificado entre os vascaínos presentes.

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