ETE Alegria - Foto: Divulgação/Cedae

As estações de tratamento de esgoto (ETEs) Alegria e Penha, consideradas as principais do Rio de Janeiro, poderão, em breve, ser vistas e analisadas através da tela de um computador. Isso porque elas ganharão ”gêmeos digitais”, isto é, serão reproduzidas virtualmente.

As réplicas fiéis dessas duas estações, além de outras infraestruturas similares, estão sendo realizadas com alta tecnologia empregada pela Águas do Rio, concessionária que trouxe para o estado o programa ”Infra Inteligente”, desenvolvido pela empresa Aegea, líder nacional no setor privado de saneamento.

Vale ressaltar que este será o maior mapeamento digital de unidades de abastecimento de água e esgotamento sanitário produzido no país e dará a nova concessionária mais uma ferramenta de gestão para melhorar os processos e potencializar a qualidade dos serviços prestados em 27 municípios fluminenses, inclusive 124 bairros da capital.

Os dados para a reprodução digital são obtidos com capturas de imagens por drone e registros nos locais, que depois são transferidos para um scanner a laser, capaz de coletar um milhão de pontos por segundo e gerar a reprodução tridimensional. São catalogados todos os ativos, ou seja, equipamentos operacionais, civis e eletromecânicos como, por exemplo, uma válvula, um conjunto motobomba ou um quadro de comando.

”O Infra Inteligente traz a unidade operacional para dentro do escritório, concentrando informações técnicas em uma única plataforma que nos permite fazer simulações, estudos para futuras ampliações e melhorias, além de aumentar a eficiência em manutenções preventivas, ou seja, identificar uma possível variação antes mesmo que aconteça, garantindo cada vez mais eficiência dos serviços oferecidos a população”, explica Alexandre Bianchini, diretor-presidente da Águas do Rio.

Com as imagens em 3D será possível visitar virtualmente e com frequência as instalações das cidades atendidas pela companhia. O cadastramento detalhado das unidades e dos equipamentos é um dos primeiros passos para mapeamento das estruturas físicas que a Águas do Rio está assumindo.

Esse trabalho está sendo feito por 24 equipes formadas por especialistas multidisciplinares, que operam 10 drones. Aproximadamente 100 profissionais estão envolvidos no levantamento de cerca de 30 mil itens que compõem os sistemas de água e esgoto. Eles captam imagens e informações, analisam e etiquetam com QR Code os itens encontrados, o que resulta em uma identidade digital. Este é um procedimento contínuo, pois após o levantamento minucioso realizado inicialmente, atualizações ocorrem no decorrer do tempo.

”O levantamento feito pelo Infra Inteligente resulta em benefícios relevantes para a operação dos sistemas e diretamente para a população. Devido ao acompanhamento da vida útil dos equipamentos e a previsibilidade de intercorrências, em médio prazo o sistema estará operando de forma otimizada, minimizando inclusive a frequência e o tempo de interrupções para reparos”, diz Ricardo Bueno, diretor de engenharia da Águas do Rio.

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