Respectivamente, da esquerda para a direita, Marcos Muffareg, presidente do IEEA; Max Lemos, secretário de Infraestrutura e Obras; Ângelo Monteiro, presidente da Cehab; e André Braga, presidente da Emop - Foto: Glauber Carvalho/Seinfra

Nos próximos meses, o Governo do Rio de Janeiro desenvolverá um programa habitacional a longo prazo que ficará sob responsabilidade da Secretaria Estadual de Infraestrutura e Obras (Seinfra). De acordo com informações divulgadas inicialmente pela ”Coluna Magnavita”, do jornal ”Correio da Manhã”, serão construídas ao todo, nos próximos 4 anos, entre casas e apartamentos, 50 mil residências.

A primeira etapa do programa deverá ter, logo de cara, 8 mil unidades entregues à população. Em Queimados, na Baixada Fluminense, existem cerca de 1.200 casas com 73% das obras concluídas e que podem ser finalizadas pelo estado com um investimento de R$ 38 milhões. Já em Campos dos Goytacazes, na região Norte do RJ, há mais 800 casas que necessitam de R$ 20 milhões para ficarem prontas.

Em meio ao projeto, foi realizada na última quarta-feira (07/07), na sede da Seinfra, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio, a primeira reunião de trabalho do novo secretário responsável pela pasta, Max Lemos, com os presidentes do Instituto Estadual de Engenharia e Arquitetura (IEEA), Marcos Muffareg; da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop), André Braga; e da Companhia Estadual de Habitação do Rio de Janeiro (Cehab), Ângelo Monteiro Pinto.

Na pauta do encontro, foram definidas as atribuições de cada órgão e as estratégias de execução do projeto habitacional. ”Trabalhando juntos, a Seinfra, o IEEA, a Emop e a Cehab vão alavancar um movimento de prestação de serviços de obras à população nunca visto antes na história do RJ”, afirmou Max.

Vale lembrar que Max Lemos foi nomeado secretário de Infraestrutura e Obras do RJ no último dia 14/06. Ele substituiu Bruno Kazuhiro, que ocupava o cargo desde novembro de 2019.

Atribuições dos órgãos

Segundo Max Lemos, a partir de agora, o IEEA volta a desempenhar o papel para o qual foi originalmente criado: realizar projetos. Além de prestar cooperação técnica ao estado e aos municípios cedendo profissionais, o órgão será responsável por consolidar o projeto de sinalização urbana nas cidades fluminenses e confeccionar o piloto do programa habitacional que a gestão lançará em breve.

Já as atribuições de executar obras em prédios próprios estaduais – que abrangem desde a reforma de unidades de saúde até escolas e unidades penitenciárias -, ficam a cargo da Emop.

A Cehab, por sua vez, seguirá à frente das demandas relacionadas à habitação e habitabilidade, não só com a construção de casas populares, mas também com a oferta de saneamento, drenagem e pavimentação. ”É necessário melhorar a habitabilidade das pessoas que vivem em regiões de interesse social como determina a lei. São regiões mais sacrificadas, mais pobres, que, às vezes, precisam de uma ponte para viabilizar o acesso a elas, por exemplo. Queremos dar habitação em condições decentes à população”, conclui o secretário.

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