Foto: Roberto Anderson

Amsterdam, esquina do mundo,
a vida é risco?
Descer as escadas, correr os canais,
buscar em bares enfumaçados
a salsa franco-caribenha,
o regae cubano, molhado de Heineken beer.

Sair porta afora,
entrar na do lado.
Um cachorro no salão,
o palco mambembe,
a ilusão dos beatnicks congelados,
rock, twist and blues.

A paquera sem futuro,
o charme jogado fora,
e o corpo acompanhando.
Desejo logo esquecido,
mudado em outra coisa,
e o ouvido zumbindo.

Sentir-se no mundo,
sem projeto imediato.
Absorver o entorno,
só ocupando um espaço.
Viver como existir,
flanando…

Roberto Anderson é professor da PUC-Rio, tendo também ministrado aulas na UFRJ e na Universidade Santa Úrsula. Formou-se em arquitetura e urbanismo pela UFRJ, onde também se doutorou em urbanismo. Trabalhou no setor público boa parte de sua carreira. Atuou na Fundrem, na Secretaria de Estado de Planejamento, na Subprefeitura do Centro, no PDBG, e no Instituto Estadual do Patrimônio Cultural - Inepac, onde chegou à sua direção-geral.

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