Foto: Reprodução Internet

Motoristas e cobradores de ônibus dos municípios de Niterói, São Gonçalo, Maricá, Itaboraí, Tanguá confirmaram nesta sexta-feira (23/04) a paralisação dos serviços a partir da próxima segunda-feira (26/04). Os profissionais da categoria que atuam nessas cidades, reivindicam a inclusão nos grupos prioritários que receberão a vacina contra Covid-19.

A greve marcada para o início da semana que vem terá início no Terminal Rodoviário João Goulart, em Niterói, com ato público marcado para 6h da manhã e também pede mais empenho do Governo Federal na compra dos imunizantes.

A decisão partiu de um plebiscito feito pelo Sindicato dos Rodoviários de Niterói à Arraial do Cabo (SINTRONAC), que representa a categoria. De um total de 1.558 profissionais que participaram da votação, 1.481 optaram pela realização da greve, 64 foram contrários e 13 votaram em branco. 

O sindicato comunicou, na última segunda-feira (19/04), às empresas, à Justiça e às autoridades do Estado e dos municípios a decisão da votação. A interrupção da circulação dos ônibus vai abranger 29 empresas, são elas:

Niterói (12): Ingá, Peixoto, Brasília, Barreto, Araçatuba, Pendotiba, Santo Antônio, Miramar, Fortaleza, 1001, Garcia e Rio Minho;São Gonçalo (14): Icaraí, Rio Ouro, Alcântara, Tanguá, Galo Branco, Estrela, Mauá, Asa Branca, Rosana, Fagundes, ABC, Coesa, Rio Ita;Itaboraí (1): Maravilha;Tanguá (1): Tanguaense;Maricá (1): Nossa Senhora do Amparo.

Motoristas e cobradores entram em grupo prioritário de vacinação no RJ

Nesta quinta-feira (22/04), o prefeito Eduardo Paes anunciou que os motoristas e cobradores de ônibus do Rio de Janeiro serão incluídos nos grupos prioritários de vacinação contra a covid-19.

Segundo Paes, os detalhes sobre a inclusão dos rodoviários serão dados ainda nesta sexta-feira (23/04), durante a divulgação do novo Boletim Epidemiológico da cidade.

A categoria já havia reivindicado receber a vacina junto com os outros grupos de trabalhadores prioritários, como os das áreas de segurança e de educação, por serem parte de um serviço essencial que não parou em nenhum momento durante a pandemia.

O Sindicato dos Rodoviários do Rio chegou a anunciar uma paralisação total de advertência, caso a reivindicação não fosse atendida. Segundo a entidade, 56 profissionais que atuam no transporte coletivo morreram de covid-19  e quase 200 foram contaminados desde o início da pandemia.

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