Rodrigo Amorim: Sem segurança, roubam os trilhos

O deputado estadual Rodrigo Amorim volta as cargas contra Chico Alencar depois do vereador criticá-lo por posar com Daniel Silveira e foto da placa de Marielle rasgada

Depois de ler a tréplica tão naive do vereador Chico Alencar – ainda que tenha sido de forma bem civilizada e democrática – eu não tive mais tempo ou paciência para manter este debate aqui no DIÁRIO DO RIO, debate este que começou com o vereador pedindo mais recursos para Santa Teresa e este deputado que vos escreve estranhando seu silêncio com relação à Segurança Pública, mormente à detenção de consumidores de drogas ilícitas.

Como quase todo esquerdista o vereador usou o artifício do ad hominem para ganhar tempo e ocupar espaço do artigo – e afirmar que ou eu não li ou eu não entendi o seu primeiro texto.

Daí o meu desânimo em rebater. No entanto, ao ver que o nobre edil publicou minha foto ao lado do deputado federal Daniel Silveira (revelada pela VEJA) no meu gabinete, com os ataques de sempre (“fascistas”, “têm ódio por mulheres” e outras bossas), resolvi retomar o debate. E admito, espantado com a capacidade inesgotável do vereador em criar narrativas – transforma o nosso ato de RESTAURAÇÃO DA ORDEM, ou seja, de RETIRADA DE UMA PLACA ILEGAL, em gesto de “ódio às mulheres”. Absolutamente ridículo. Sou casado, pai de uma menina, tive por décadas uma mãe viúva que foi como um pai e em meu gabinete temos mulheres em posição de destaque.

Mas voltemos a Santa Teresa

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que eu li – seria demérito falar do artigo sem ter lido. E eu entendi – mas não entender um artigo do PSOL, ao mesmo tempo, não seria demérito algum. De fato, me equivoquei pela metade ao dizer que “há até alguns anos era o bairro em que o vereador morava”, afinal, como ele mesmo corrigiu, ele ainda mora. Mas não o chamei de “ex-morador”. Pelo contrário. Afirmei que ele morava “há alguns anos”, o que não deixa de ser uma verdade, ainda que silogística. Reconheço que dizer que “morava há alguns anos” não é o mesmo que “mora atualmente”. Pois bem.

Quando o vereador decide, no entanto, falar de sua contribuição à Segurança Pública do bairro, é que percebemos a razão do assunto não ter sido elencado em seu artigo inicial. Suas iniciativas são fóruns, debates, discussões inócuas com antropólogos e o velho rame-rame de “discutir questões que vão além da Intervenção policial”. Pelo jeito, as soluções são aquelas de sempre: “mais escola”, “mais hospitais”, “mais distribuição de renda”. Imaginem, por exemplo, se eu me dirigisse à família que teve a casa invadida em abril de 2000, com os bandidos assassinando dois jovens (um deles parente de um músico famoso), e dissesse, “calma, eles terão escola em breve”.

De forma alguma estou aqui descartando o papel da Educação e do Estado na melhoria das condições de vida (esta frase anterior é a que o vereador vai omitir quando me responder), o que prego é que há urgência! E a urgente providência, que eu solicitei formalmente, por indicação legislativa, e o governador Cláudio Castro atendeu prontamente, é MAIS POLÍCIA. Nâo é fazer live com sociólogos, não é o velho discurso de “polícia cidadã”. É partir para dentro, inclusive dos consumidores de drogas, que financiam o tráfico e atraem mais bandidos para o bairro. É colocar polícia na rua e patrulhamento – tal como tento hoje, colocando o RECOM para fazer rondas no bairro no modelo da paulista ROTA. É para combater assalto, para reprimir invasão de casas e terror de moradores, é para bater de frente e dar perda total para os criminosos: cadeia ou cemitério.

E era disso que eu falava: o vereador precisou ser provocado para elencar a Segurança Pública como um problema grave, urgente, de Santa Teresa. Um bairro em que há invasão de residências e latrocínio, em que há tráfico, em que há balas perdidas e assalto a comerciantes – mas o vereador inicialmente preferiu falar das falhas nos paralelepípedos e na ferrugem do balanço da pracinha.

Na Tijuca, eu e meu irmão, vereador Rogério Amorim, estamos dando TOTAL atenção a TODAS as pracinhas, com indicações para o Executivo fazer as devidas reformas. Acabamos de celebrar a entrega, pelo governo do Estado, de uma quadra poliesportiva moderna. Levamos para a Tijuca o Segurança Presente. Levamos para a Tijuca a sede do RECOM. Reforçamos o 6ºBPM (Tijuca) e estamos lutando por uma moderna central de monitoramento para o bairro. As coisas andam juntas, mas sem a Segurança, não adianta tomar as outras providências – suas pracinhas serão usadas apenas por cracudos e maconheiros.

Quanto à reclamação do vereador, de que eu demonizo o PSOL, creio ser um exagero. Não ousaria fazer algo que os próprios parlamentares desse partido já fazem com tanta competência.

Este é um artigo de Opinião e não reflete, necessariamente, a opinião do DIÁRIO DO RIO.

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2 COMENTÁRIOS

  1. e os dois ainda riem. um ex-policial expulso por – até – falsificar atestado médico. ainda o elegem e depois reclamam dos politicos. oq os 2 fizeram de útil ao estado?

  2. O Diário do Rio, ou Diário Oficial do Castro, dá espaço para pessoas que agem de má fé com o que é público como Garotinho e toda trupe do Castro/Witzel.

    Agora, ao melhor estilo SuperPop da Luciana Gimenez, também virou “ringue” de “debates” de “alto nível”.

    O lacrador, ao tirar foto com um condenado, segurando uma placa de uma vereadora que não os incomodam mais justifica dizendo que é pq presa pelo zelo e ordem pública.

    Logo em seguida critica e menospreza o Chico Alencar propor Estado na abandonada Santa Teresa.

    Silogismo de novo, Rodrigo Amorim?

    O RJ vivei um grande período sob intervenção militar, comandado pelo Braga Neto. Com polícia e vigilância a cidade se tornou melhor pra viver? Temos um legado desse período? O assassinato da vereadora da placa, inclusive, foi nesse período…

    Enfim, vá procurar o que fazer, lacrador.

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