No fim de semana passado tive a oportunidade de ler aqui no Diário do Rio um artigo sobre o projeto de lei que meu irmão, o deputado Rodrigo Amorim, apresentou na Alerj proibindo homenagens aos mortos em confronto com a Polícia Civil no Complexo do Jacarezinho, em maio passado. A motivação do projeto, como sabemos, é simples: o deputado busca evitar que seja, efetivamente, construído um memorial em homenagem à memória daqueles mortos, uma vez que seria a renúncia a todo e qualquer desejo de restauração da lei e da ordem em nossa cidade. No dia em que aprovássemos um monumento homenageando quem recebe homenagens (via redes sociais) do Comando Vermelho, estaríamos abdicando do futuro e apostando na distopia.

Mas tal proposta, que classifico como inacreditável, é um retrato do Brasil que foi concebido nas últimas décadas: os valores já saem invertidos de fábrica. Vejam: ninguém nega que a desigualdade extrema é algo ruim para a sociedade – embora a desigualdade seja algo da natureza humana. Mas as questões da desigualdade e da concentração de renda são usadas como “muletas” para ideias capengas como a de que bandidos armados são “oprimidos” da sociedade.

Ora, como disse certa vez Michel de Montaigne, “as leis não são antigas por serem justas, e sim por serem leis”. Não se trata apenas de serem obviamente justas mas por serem grandes consensos da democracia. São os resultados de amplo debate entre os segmentos de uma sociedade, são resultados de votação e discussão. Quando entendemos que andar com armas longas de guerra, assassinar pessoas inocentes, roubar, e sitiar comunidades são crimes, não se trata apenas de Justiça: se trata de apreço à Lei e à Democracia. Uma rápida leitura de Thomas Hobbes em seus artigos rejeitando o estado de natureza já deixa isso bem claro.

Mas há uma inversão que contamina a própria comunidade – em sua imensa maioria, ocupada por pessoas trabalhadores, de bem, pais de família que rezam todos os dias para não terem seus filhos cooptados pelo crime. O que um parlamentar precisa fazer é criar oportunidades para que essas orações sejam ouvidas, e não construir um monumento que servirá de exemplo ruim para milhares de crianças. Que mensagem é passada a uma criança? A de que os pais honestos que trabalharam a vida toda vivem no anonimato. Já os amigos da favela, estes morreram mas ganharam a notoriedade graças a um monumento.

Quem tem que ganhar monumentos em todas as favelas são os policiais que nelas morrem. São os motoristas de ônibus, caixas de mercado, carteiros, médicos, enfermeiros, pessoas que não descansaram nessa pandemia, lutando, defendendo o pão de cada dia e a comida na mesa da família. Erguer monumento ao crime é abrir mão do futuro. Sendo assim, viva o PL 4353/2021! Que se construa um grande monumento às pessoas que trabalham duro por um Rio melhor todos os dias. Que se respeite a memória dos policiais e de suas famílias, e de todos os que pereceram durante a pandemia da COVID-19

11 COMENTÁRIOS

  1. Concordo plenamente, as pessoas confundem liberdade com libertinagem, direitos humanos é coisa para trabalhador, bandido tem direito a cadeia ou como neste caso, a morte (bandido bom é bandido morto, economia de milhares de reais para os cofres públicos).
    Quero deixar bem claro que não sou bolsonarista, muito pelo contrário, vamos deixar de demagogia!

    • Por gente escr*ta como que pensa que a polícia tem que ser justiceira, q nosso país segue atrasado e elegendo um ser imundo como Bolsonaro e Witzel.
      Quem executa pessoas é BANDIDO e todos os policiais envolvidos tinham que ser julgados a começar pelo comando.

  2. POLÍTICO QUE FATURA COM ELOGIOS INSCRITOS EM SEPULTURAS, NOMEANDO RUAS USANDO A MORTE DE PESSOAS QUERIDAS PELO POVO OU GASTANDO DINHEIRO PÚBLICO PARA INAUGURAR ESTÁTUAS NÃO PASSA DE SIMPLES DEMAGOGO, CUJO CURRÍCULO É COMPOSTO APENAS DE FUTILIDADES E POUCO TRABALHO PELO POVO.

  3. CERTISSIMO!
    Criminosos devem ser presos, trabalhando dentro do presidio para pagar todos os seus custos, ou EXECUTADOS se for crime hediondo.
    Não menos importante, defensores de bandidos devem ser expostos e humilhados publicamente por toda a sociedade!

  4. Ué, e o tal monumento ao bandido George Floyd que querem deixar fazer aí no Rio? Um noiado com uma ficha criminal imensa, que morreu de crise respiratória causada por overdose de fentanyl durante uma operação policial nos EUA. Ou o brasileiro acredita mesmo nesta histórinha da mídia americana de violência policial contra ele? Se querem homenagear bandido, acho mais jogo homenagear os do Rio mesmo e não ficar importando as fake news de gringo……

  5. Bem, essa iniciativa é ótima, pois nos abre a chance de retirar os nomes de ESCRAVOCRATAS de nossas ruas, nome de cidades, monumentos e impedir esse cancer de minar a sociedade brasileira. Não esquecendo que o Brasil tem a maior população negra do mundo, com exceção da Nigéria, que fica em África. Vamos cuidar agora dos escravocratas e ensinar às crianças de forma educativa, que eles são e foram os vermes destruidores de muitas vidas, que criminosamente cometeram vários crimes como, cárcere privado, estupros, tra balho infantil, sem contar os homicídios da população negra brasileira. Isso sim e o que estamos precisando: PUNIR ESCRAVOCRATAS.

      • É por conta de gente escr*ta como que pensa que a polícia tem que ser justiceira, q nosso país segue atrasado e elegendo um ser imundo como Bolsonaro e Witzel.
        Quem executa pessoas é BANDIDO e todos os policiais envolvidos tinham que ser julgados a começar pelo comando.
        Qndo acham 300 fuzis no condomínio de emergente da Barra do lado da casa do Genocida, não trocam a polícia pede até “por favor”.

    • Muito boa sua colocação. O ranço do Brasil escravocrata ecoa até hj pelas ruas com homenagem a gente que deveriam ser motivo de vergonha. Sociedade atrasada q ainda acha que chacina = a justiça.

  6. É isso aí,parabéns!!
    Chega de tratar esses assassinos ,marginais,como se fossem vítima da sociedade, NÃO SÃO, são maus por natureza mesmo!!!
    Essa desculpinha de “vítima coitadinha”,faz desmerecer toda pessoa POBRE e HONESTA,q é a maioria!!!É como se todo pobre fosse um marginal em potencial,e não é, óbvio. Inclusive, são as maiores vítimas deles!!!
    Certos partidecos,esquecem das vítimas desses fdps, defesa ferrenha dos assassinos,se esquecendo das vítimas!!
    Chega de palhaçada!!!Vítima precisa de respeito,e marginal bom,é marginal morto !!!
    Seria o fim dos tempos,essa palhaçada ser permitida!

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