Foto: Câmara dos Vereadores/Divulgação

O publicitário americano James Randolph Adams, um dos primeiros a escrever propagandas sobre os carros produzidos por Henry Ford na primeira metade do século passado, tinha uma frase sobre a sua profissão que serve demais para a prática de nossos dias: “Se a publicidade tivesse um pouco mais de respeito pelo público, o público teria mais respeito pela publicidade“. Eu me lembrava muito dessa frase durante a campanha eleitoral de 2020, quando fui eleito – e encontrava loucuras, insanidades, como dar de cara com uma faixa de vereador informando que tinha pedido a limpeza de uma praça. Ora, imaginem uma situação dessas: o povo pagar impostos caríssimos, dentre eles o IPTU, para então um sujeito tentar capitalizar um serviço que não passa de obrigação do Poder Executivo!

É uma publicidade que desrespeita o contribuinte, o público – e tal como na teoria-vaticínio de Adams, aos poucos o público vai perdendo o respeito por ela. O vereador evidentemente precisa ser o link entre o cidadão na rua e o Poder Executivo, precisa criar sistemas, sempre, de receber demandas e dar o mais rápido encaminhamento a elas. Ele só tem – em tese – quatro anos para fazer tudo o que for possível por seu eleitor, pelos que moram próximos, pelo cidadão de qualquer outro bairro. É obrigação do vereador e mais ainda da prefeitura a quem ele faz o pedido.

Em janeiro passado eu solicitei por ofício que a Comlurb promovesse uma série de reformas num local abandonado da Tijuca conhecido como Parcão. Apenas seis meses depois as coisas parecem começar a sair do papel. E aqui me comprometo: ninguém jamais verá “Obra do vereador Rogério Amorim” em alguma faixa ou cartaz porque isso seria desrespeitar o público – aquele que paga o IPTU, que sustenta os vereadores, o prefeito e a Comlurb. Pedi, insisti, cobrei e a obra vai acontecer.

Que a Tijuca seja feliz com ela. E no que depender de mim, o tijucano sempre terá respeito pela publicidade – porque o respeito ao morador é a melhor propaganda.

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