O presidiário Sergio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro, disse em sua delação premiada que o senador Romário (PL) teria acertado com MDB de receber R$ 5 milhões, para apoiar a candidatura de reeleição a governador de Luiz Fernando Pezão, em 2014. Do valor acertado, segundo Cabral, Romário teria recebido R$ 3,5 milhões e o pagamento teria sido viabilizado por Hudson Braga, então subsecretário estadual de Obras do governo. Para isso, Braga teria usado a estrutura financeira montada no governo Cabral, a chamada “taxa de oxigênio”, 1% do valor de contratos públicos pagos pelas empreiteiras como forma de propina. É o que diz a CNN Brasil.

Além do dinheiro, Cabral teria acordado que Romário poderia indicar o presidente da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec)

Romário era candidato a senador pelo PSB, e o MDB apoiava a candidatura de Cesar Maia (DEM). O partido de Romário fazia parte da coligação que tinha Lindbergh Farias (PT) como candidato a governador e a presidente Marina Silva, na época no PSB pois a Rede ainda não estava oficializada.

O relato feito por Cabral consta no relatório policial número 091 /2019, que faz parte do conteúdo da delação premiada, a que a CNN teve acesso. Em notas à CNN, o senador Romário e os demais os citados por Cabral negam as participações nos crimes.

Após analisar o depoimento de Cabral, a Polícia Federal destacou no relatório que “na espécie, os fatos relatados pelo colaborador Sérgio Cabral foram minimamente confirmados durante o trabalho de pesquisa e análise, demonstrando ter verossimilhança e coerência”. A Polícia Federal afirmou, ainda, que “foram encontrados elementos preliminares acerca da intermediação de Sérgio Cabral para o apoio do então deputado Romário ao candidato Pezão na disputa ao Governo do Estado do Rio de Janeiro”.

Em nota, através de sua assessoria de imprensa, o senador Romário respondeu que: “Essas delações têm servido amplamente para difamar adversários políticos para conseguir benefícios judiciais, sem que nada tenha sido provado”. O senador destacou ainda que não há qualquer investigação contra ele e disse que “Cabral é um mentiroso”.

Romário também afirmou que: “desde 2017, essas acusações, essas insinuações vêm sendo ventiladas e repercutidas pela imprensa, mas absolutamente nada foi provado. O que mostra um claro intuito de macular a minha imagem com fins eleitorais. O objetivo sempre foi o de tirar o meu foco, eu sou candidato à reeleição no Senado e nenhum safado, corrupto e ladrão como o Cabral vai me tirar desse objetivo.”

Vale ressaltar, que é o PL de Romário o partido que Claudio Castro escolheu se filiar.

5 COMENTÁRIOS

  1. Ninguém ouve falar algo positivo que os Senadores pelo Rio de Janeiro estejam fazendo. Passaram (e continuam) toda Pandemia apagados.
    Um ex-jogador
    Um miliciano
    Um que assumiu o mandato do pastor anticiência.
    O que eles andam fazendo pelo Estado???

    • A gente tinha Chico Alencar de opção. Você pode até não concordar com o que ele pensa, mas não pode negar que ele estaria fazendo mais que esses três juntos

      • Eu acho que até o Cesar Maia seria uma opção melhor… Um economista.
        Não entendi a cabeça de quem escolheu Arolde e F. Bolsonaro, e, antes, escolheu Romário. Idem Benedita, Lindbergh… nenhum com perfil de defesa do interesse do Estado. Talvez até F. Bolsonaro fez algo, se não me engano da destinação dos royalties, senão perderia mais.
        O eleitor precisa entender que Senador é para atuar diretamente pelos interesses do Estado junto à União.
        Esses Senadores com mandato tão apagado não tem perfil adequado para o cargo.

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