Royal Grill, decadence avec não muito elegance

Royal Grill, decadence avec não muito elegance

30 de junho de 2018 0 Por Quintino Gomes Freire
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Conhecia o Royal Grill, no Casa Shopping, na Barra, apenas de nome e sempre marcava de ir mas por alguma razão não conseguia ir. Mas alguns dias atrás finalmente consegui ir após um evento que deixou a desejar. E, devo dizer, que o mesmo aconteceu no restaurante.

Primeiro o ambiente do local para aquele ar de de decadence avec elegance. É bonito, mas tem aquele ar de uma burguesia que já viveu melhores momentos. É o tipo de local que se encontrará um tiozão de pullover, talvez isso explique porque o salão estava tão vazio em uma quinta feira a noite.

Claro que o ambiente tem pontos altos, como as famosas churrasqueiras embutidas nas paredes, e que com uma ótima exaustão, não deixa fumaça espalhada (vídeo acima). Ou o fato de ver garçom descascando o palmito, e fazendo um ou outro acompanhamento, é uma experiência interessante. Além de uma belíssima adega com centenas de vinhos. Mas só isso não salva, para ver alguém fazendo a carne, prefiro o The Beef, que também fica na Barra que tem um ambiente muito mais moderno.

Picanha Fatiada, Royal Grill – Divulgação

E, por falar em carne, esse é a especialidade da casa e me decepcionou, não que estivesse ruim, não estava mesmo. Acontece que hoje conseguimos comprar bons cortes em qualquer lugar, como no já citado The Beef e em outras casas do gênero espalhadas pela cidade. Então, para merecer um destaque, uma nota 5 de 5, tem que ser algo sensacional, de comer de joelhos, e está longe disso.

Wagyu, Royal Grill – Divulgação

De entrada comemos uma lingucinha, que no máximo era regular. Já no prato principal, eu pedi um corte de wagyu e a esposa uma picanha, ambos estavam saborosos, mas não podia dizer que estavam deliciosos. Sim, podia-se perceber que eram produtos de excelente qualidade, que talvez merecesse um destaque uns 8-10 anos atrás, quando a cultura de carnes selecionadas não estava tão avançado na cidade. Hoje poderia se conseguir o mesmo sabor com o tio do churrasco da família, então era esperado, especialmente em um corte tão nobre como o wagyu, uma diferença gigantesca no sabor. Não foi o que aconteceu.

O que realmente merece destaque é o palmito pupunha com molho de ervas, aquele que o garçom abre na sua frente. O vídeo acima é da página do Royal Grill, e tanto a experiência quanto o sabor valem o preço da casa. Os outros acompanhamentos também não deixam a desejar, mas o palmito é obrigatório.

A conta é salgada, deu cerca de R$ 200 para duas pessoas, sem sobremesa.

Por falar em sobremesas, o cardápio me decepcionou com marasmo de sorvete, profiteroles e afins. Preferimos pagar a conta, dar uns passos em outra direção e terminar a noite com os doces do L’Entrecôte de Paris.

Ou seja, não é um local que voltaria sozinho, mas aconselho a quem não conhece ir e emitir sua própria opinião.

 

Diretor de mídias sociais na Agência B5, palestrante, publicitário, Defensor do Carioca Way of Life e Embaixador do Rio. Começou o Diário do Rio em 2007 e está a frente dele até hoje o levando ser um dos principais portais sobre o Rio de Janeiro.


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