Câmara Municipal do Rio de Janeiro | Foto: Caio César

Neste domingo (15/11), o Rio de Janeiro escolheu quem irá ocupar a Câmara Municipal nos próximos 4 anos. Entre surpresas positivas para alguns partidos e decepções para outros, ocorreram algumas mudanças nas eleições 2020. Em 2021, a Câmara terá a maior massa de vereadores reeleitos desde a redemocratização. São 32 reeleitos, ou seja, 62% do total.



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A massa de votos dos eleitos é a menor desde 2000. O número total de votos obtidos em 2000 totalizou 980 mil. Já em 2004 chegou a 1,36 milhão. No ano de 2008, foi 1,16 milhão. Em 2012, foram 1,13 milhão de votos e em 2016 o total foi de 1,19 milhão. Já neste ano, em 2020, foram 1,06 milhão. Além disso, essa eleição também teve o menor número de votos brancos e nulos desde 2000. Como comparação, em 2016 foram 1,4 milhão de votos anulados. Em 2020 foram 621 mil.

O partido Republicanos saiu vitorioso. Foram de 179.637 votos na última eleição, em 2016, para 294.298 votos em 2020, elegendo 2 vereadores de primeiro mandato. Junto com Democratas e com o PSOL, são donos da maior bancada. O PSOL também teve resultados positivos, com uma das maiores bancadas da Câmara, porém, pela primeira vez, o partido cresceu marginalmente, com apenas 3.164 votos a mais que em 2020. Até então, o PSOL mais que dobrava sua votação entre as eleições.

Já o Novo não obteve resultados tão positivos. Em seu segundo pleito municipal, o partido apresentou uma baixa de 15% em sua massa de votos. O MDB também sofreu uma queda. Com 429 mil votos a menos que em 2016, o MDB elegeu apenas um vereador, que foi o menos votado.

As principais novidades vieram da esquerda. Dos 7 representantes eleitos pelo PSOL, apenas 2 já eram vereadores. As outras 5 cadeiras serão ocupadas por vereadores em seu primeiro mandato.

O Democratas mostrou força na cidade: foi o terceiro partido mais votado e aumentou sua massa de votos em 25%. Sua bancada se forma integralmente por vereadores reeleitos ou antigos detentores de mandato. Porém, os vereadores eleitos tiveram queda média de 20% dos votos em relação a suas respectivas votações em 2016.

Vale lembrar que essa é a câmara menos fragmentada desde 2000. Democratas, Republicanos e PSOL emergem dominantes, com 7 candidatos cada um. Os três partidos totalizando 21 dos 51 membros da Casa, ou seja, representam quase metade da Câmara.

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