Ipanema. Pôr do Sol. Foto de Alvaro Tallarico.
O sol se põe em Ipanema (foto: Alvaro Tallarico)

Ganância. Essa é a palavra que afunda a cidade que poderia ser maravilhosa. Logicamente, não é uma simples palavra que destrói os sonhos de melhora, mas sim tudo que ela significa – e arrasta. A princípio, é importante dizer que a ganância é um dos sete pecados capitais, também conhecido como avareza.

Ganância é um sentimento humano (desumano na minha concepção) que se caracteriza pela vontade de possuir tudo somente para si. É a vontade exagerada de possuir qualquer coisa. Ou seja, um desejo excessivo direcionado principalmente à riqueza material, e, em especial, pelo dinheiro.

Os gananciosos enterram sonhos alheios por causa de seu egoísmo e em busca de status. Não hesitam em roubar e enganar o próximo e se aproveitam da bondade alheia. Os golpistas e mentirosos que vemos nas notícias diárias são filhos da ganância, uma mãe maldita.

Grande parte dos políticos do Brasil não procuram entrar nesse meio pelo bem do povo, mas sim pelo status e pelo dinheiro que podem conseguir. Parecem ter essa palavra tatuada em suas mentes, ou, quem sabe até, em seus corações. Entretanto, não acredito que eles possuam esse órgão, ou o emblema sentimental que representa metaforicamente. Afinal, tais pessoas são conhecidas por sua frieza, desfaçatez e falsidade. É aquele tipo que, quando descoberto, diz que vai reparar, mas, ao invés disso, procura outras formas de ludibriar. É o puxa-saco que diz “é isso mesmo, chefe” e elogia tudo só para ficar bem. Mesmo estando tudo errado.

Contudo, nos últimos anos, algumas coisas parecem querer mudar. Estamos vendo mais salafrários sendo presos. Seria essa tal Era de Aquário? Aliás, disseram alguns esotéricos que 2020 era o ano em que máscaras cairiam. Devo dizer que vi algumas despencando ao meu redor. Foi doloroso, mas, indubitavelmente, é muito melhor sentir a dor lancinante da verdade do que continuar sendo enganado pelo mal e seus asseclas putrefatos e ridículos. Sim, eu creio que a punição, caso não chegue através da falha justiça humana, vem depois, e eles serão abraçados por seres sombrios num sofrimento longo.

Que um novo ano traga novas perspectivas, a solidariedade impere, que a escuridão carregue para bem longe seus súditos e o sol nasça novamente para aqueles que querem ser felizes sem o detrimento do próximo.

Por fim, responda, quantas máscaras você viu cair esse ano? Aquele falso amigo? Um sócio? O político que você votou na eleição passada? A pessoa amada?

2 COMENTÁRIOS

  1. Com aquilo que não é dele nem de seus súditos o príncipe pode ser mais pródigo, como foram Ciro, César e Alexandre, pois despender o que é de outrem não o diminui, mas aumenta sua reputação. Somente o dispêndio do que é próprio o prejudica. Maquiavel, O Príncipe, capítulo XVI.

    Infelizmente, o eleitor não tem escolha.
    O grupo de políticos mais psicopatas e mais ladrões, usam o dinheiro público que já roubaram ou são financiados, para quando eleitos devolver com juros e sérias distorções do planejamento estratégico, gerando a derrocada perdulária do Estado.
    Estes psicopatas sociais ressuscitam a democracia apenas no dia da votação e todo o resto do tempo costuram interesses próprios, atendendo aos comprometimentos que firmaram para se elegerem.
    Em sua lida diária, nenhum deles tem tempo para servir ao povo, porque o usam integralmente para se servir do cargo que ocuparam.
    Isto é um vício aristocrático e oligárquico nascido com a República, em 1889, e planejado pelo Partido Republicano Monárquico, desde a sua fundação em 1873.
    O próprio golpe republicano aconteceu por meio de uma mentira contada ao Marechal Deodoro que, mesmo adoentado e acamado, o fez levantar-se e bradar sua espada contra o seu grande amigo D. Pedro II.
    A partir daí, foi a festa da Velha República, onde repartiam os despojos de nossas riquezas, como hienas lutam por um pedaço de carniça.
    A prática apenas se sofisticou com o tempo, mas nunca para atender as reivindicações populares, mas para garantir o poder, não importando o quanto teriam que denegrir a imagem do país, ou quanto teriam que entregar das riquezas que pertencem aos brasileiros, e não aos inúmeros salafrários que se sucederam nos Três Poderes desta República Tirânica das Bananas.
    Não à toa, ainda somos essencialmente extrativistas e vendemos nossas bananas, para que outros países nos vendam caríssimas bananadas…
    Tudo ao custo dos 30 dinheiros recebidos por quase todos os nossos líderes republicanos, salvo raríssimas exceções de alguns mais nacionalistas e honestos, mas que foram devidamente defenestrados da vida pública, para não atrapalhar o malfeito dos psicopatas, muito mais tiranos populistas do que líderes de um povo, muito mais vorazes do que gananciosos…

  2. Não acho que um só comportamento explique.
    Será que os eleitores, por exemplo, não são parte no problema (??)
    Será que eles votam por ganância, ou melhor, que esse tomado pelos eleitos não seria reflexo da parcela da sociedade (???) e por tanto os eleitos ainda elegem os mesmos não confirma isso (??)

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