Reprodução/Instagram

A Secretaria Municipal de Cidadania apresentou uma denúncia-crime à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância – DECRADI- contra o cantor Latino, que durante entrevista para um podcast, realizada no dia 14 de abril, acusou adeptos de religiões de matriz africana pela morte de seu macaco de estimação. Um trecho da declaração do artista foi reproduzida no ofício:

Nessa parada de centro espírita, nesse bagulho de macumba, os caras fazem trabalhos pesados pra infernizar a vida do outro. E aí fizeram um trabalho, sei lá, de ebó… Sei lá que p* que chama essa m* de ‘macumbaria’”, disse Latino.

Para Átila Nunes (DEM), secretário municipal de Cidadania do Rio de Janeiro, a declaração do artista é uma clara violação à liberdade religiosa. ”É lamentável que uma pessoa pública use o seu espaço na mídia para propagar uma mensagem preconceituosa e que contribui para alimentar a intolerância contra as religiões de matriz africana. Não podemos ignorar o que aconteceu ou normalizar uma ofensa à crença do próximo”, afirmou o secretário.

Átila Nunes fala sobre o preconceito de Lati

 Intolerância religiosa é crime. O código penal estabelece, no artigo 208, aplicação de multa e detenção de um mês a um ano para quem  escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa. O caso já está sendo investigado pela polícia.

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