Imagem provando que Prefeitura do Rio pode ter cometido crime de improbidade administrativa
Foto: Reprodução Internet

Em junho o DIÁRIO DO RIO em editorial afirmou que o maior problema de Crivella é a comunicação, ou a falta dela, e parece que estávamos certos. Após um ato, no mesmo mês, em que criticou a jornalista Berenice Seara na página da Prefeitura do Rio, no Facebook, agora usa o site da Prefeitura para fazer propaganda de Marcelo Crivella.

Na parte de notícias a equipe de comunicação da Prefeitura fez matéria dizendo “Crivella leva Cuidar da Cidade à Ilha do Governador: `O Rio sairá mais fortalecido da crise´” e onde está o problema? É que tal manchete pode configurar um caso de afronta ao princípio da impessoalidade na gestão pública. A atuação da administração deve ser impessoal, ou seja, sem favorecer os agentes ou perseguir adversários, é o que diz o Art 37 da Constituição Federal. A matéria, talvez, poderia até ter a citação de Crivella no texto, contudo, não foi ele que levou a ação para o bairro, e sim a Prefeitura, com o dinheiro dos impostos dos cariocas.

Para o cientista político, Antônio Mariano, “É um governo desesperado por mídia, em crise, que não sabe o que fazer. Crivella e sua equipe, no afã de querer mostrar algo para a população, atropela as leis e usa a máquina pública a seu favor, em um nítido crime de improbidade, mais uma vez“.

E não apenas isso, pode configurar uma afronta a lei eleitoral, por parecer campanha eleitoral antecipada. Na opinião do outro cientista político, Bruno Kazuhiro: “A realidade é que os canais oficiais de informação, pagos com dinheiro público, estão descaradamente envolvidos na campanha de reeleição do prefeito, o que é imoral, ilegal e desperdiça recursos com algo que não poderia estar sendo feito. A gestão pública deve ser impessoal e respeitar princípios constitucionais e a área de comunicação não está fora dessa lógica“.

Para um famoso especialista em marketing político, “o responsável pela comunicação de Crivella pode atingir um marco inédito, ser a primeira Secretaria de Comunicação a deixar um prefeito de capital inelegível“. Bem, talvez este tenha sido o plano o tempo todo.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Certamente! Mas o cidadão de bem, através de uma representação junto ao Ministério Público do Rio de Janeiro, ou os representantes eleitos, na Casa Legislativa precisam atuarem, com o Judiciário agindo como se espera e com celeridade, para torná-lo inelegível.

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