Foto: Reprodução/TV Globo

Apesar da pandemia de Covid-19, no primeiro trimestre deste ano já foram realizados no estado do Rio de Janeiro 118 transplantes de órgãos, sendo três corações transplantados, 47 fígados, 65 rins; além de duas cirurgias simultâneas de rins e pâncreas e uma multivisceral (fígado, pâncreas e intestino transplantados simultaneamente).

No último domingo (11/04), a Secretaria de Estado de Saúde (SES) teve mais uma operação de sucesso dentro do Programa Estadual de Transplantes do Rio de Janeiro (PET-RJ). Uma equipe da SES, comandada pelo secretário Carlos Alberto Chaves, acompanhou o transporte de um fígado da Região Metropolitana do Rio para o Hospital São José do Avaí, em Itaperuna, no Noroeste Fluminense, a cerca de duas horas de aeronave do local de origem. Um helicóptero do Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Bombeiros, que dá apoio logístico ao programa, foi utilizado na operação de captação e transporte do órgão.

Foto: Divulgação

A logística não é simples, e a operação deste domingo nos equipara às melhores estruturas de transplante do mundo. Órgãos como o fígado têm que estar dentro do corpo do receptor, em circulação, em no máximo 12 horas após a captação. Como a qualidade do órgão era ótima, foi transplantado com sucesso no mesmo dia. Se o transporte entre os dois municípios fosse realizado por via terrestre, levaríamos cerca de cinco horas, o que comprometeria a qualidade do órgão a ser implantado“, explica Sidney Pacheco, coordenador do PET-RJ.

Profissional de saúde encarregada de receber o órgão captado e entregá-lo no hospital de Itaperuna, a enfermeira do PET Louise Candido comemora a iniciativa: “É muito gratificante saber que podemos salvar uma vida e melhorar a condição de um paciente. A experiência de hoje foi inestimável. Tenho orgulho de integrar a equipe por trás de todo esse processo”.

Criado em 2010, o PET é um programa que realiza a captação e o transplante de coração, fígado, rim, pâncreas, pele, córnea e esclera (membrana que protege o globo ocular). Em 11 anos de atuação, o programa foi responsável pela renovação da vida de mais de 6500 pessoas por meio de transplantes de órgãos sólidos e recuperou a saúde de inúmeros pacientes com transplantes de ossos, ligamentos e pele.

Entre janeiro e março de 2020, ocorreu o melhor primeiro trimestre da história do programa, com 254 transplantes de órgãos sólidos. A marca supera em quase 54% o mesmo período de 2019 e colocou o estado no 3º lugar em número absoluto de doadores no ranking do Sistema Nacional de Transplantes (SNT). No total, no ano passado, o PET realizou 698 transplantes, sendo 22 de coração; 270 de fígado; 383 de rins; além de um transplante simultâneo de coração e rim; 10 de rins e fígado; e 12 de rins e pâncreas.

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