Foto: Divulgação

A CPI das enchentes, presidida pelo vereador Tarcísio Motta, do PSOL, ouviu, nesta quinta-feira, 05/09, o depoimento de Roberto Nascimento Silva, Secretário de Conservação do município do Rio de Janeiro. Quando Tarcísio questionou sobre como a Secretaria se planeja para prevenir a cidade de inundações, a resposta de Roberto chamou a atenção:

“Estou trabalhando para a secretaria não parar. O recurso que tenho é para o próximo mês. Como vou olhar pra frente se não tenho recursos para dois meses?”, disse Roberto Nascimento Silva em tom de indignação.

Outra declaração de Roberto vale o destaque: “Eu fico sabendo de muitas mudanças pelo Diário (Oficial). Inclusive, já ocupei vários cargos e soube das minhas exonerações pelo Diário. Em nenhum momento me falaram ‘Você está fora’. Hoje eu estou neste cargo, mas sei lá, né…”.

A falta de recursos do órgão foi mencionada em diversos momentos do depoimento de Silva, que está à frente da secretaria há um ano e dois meses. Atualmente, a Seconserva tem uma dívida de R$ 51 milhões com empresas de manutenção. Para continuar funcionando, o órgão usa aportes orçamentários emergenciais, já que não há recursos ordinários. Como se não bastasse, Silva adiantou que o orçamento da Seconserva para 2020 será menor que o de 2019.

Outra preocupação dos vereadores durante a sessão foi a falta de integração dos órgãos da Prefeitura, o que torna ainda mais distante a possibilidade de haver um planejamento efetivo, nesta gestão, para proteger a cidade e os moradores dos eventos climáticos extremos.

“A prefeitura trabalha só reativamente, na hora que a emergência acontece. Os cargos públicos são usados no xadrez político como moeda de troca e as pessoas estão pagando isso com a vida. O relatório da CPI vai apontar esses absurdos”, ressaltou Tarcísio Motta.

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