Foto: Reprodução/TV Globo

Nesta sexta-feira (05/02), o secretário de estado de Saúde, Carlos Alberto Chaves, afirmou que o sistema de vacinação do Rio de Janeiro apresenta falhas e que irá punir os erros como “caso de polícia”. Segundo ele, há três situações que serão fiscalizadas:

  • Xepa: distribuição de doses excedentes para pessoas fora do grupo prioritário
  • Uso Irregular: aplicação de segunda remessa para pessoas que ainda não foram vacinadas
  • Caravanas para vacinação: grupo de pessoas que se desloca para outro município para se vacinar

Durante entrevista coletiva, ele afirmou que teve uma reunião com o Ministério Público Estadual do Rio (MPRJ) e tratou das irregularidades no processo de vacinação contra Covid-19. Destacou ainda que a situação é muito grave.

Casos de venda ou uso ilegal, são casos de polícia (…) Isso serve de exemplo. Se ficar impune, outros vão tomar a mesma medida. Se não conseguir cortar o mal pela raiz e parar ali, tenho certeza que vai virar moda. A moda não pode virar rotina”, disse.

Para coibir as práticas ilegais, Chaves falou em acionar órgãos de fiscalização. Segundo ele, as medidas devem ser tomadas de forma rápida e eficiente. O secretário ressaltou ainda que os municípios têm autonomia para definirem o cronograma da vacinação, mas que todas as cidades devem seguir as diretrizes do Plano Nacional de Imunização (PNI).

Alguns municípios repassaram a segunda dose para pessoas que não foram vacinadas na primeira etapa. Esse é um risco muito grande. Coloca em risco todo o esquema de vacinação do Plano Nacional de Imunização (PNI). Eu falei para as promotoras que isso será caso de polícia, um caso sério. Os municípios têm autonomia para seguir o cronograma de vacinação, mas dentro do Plano Nacional”.

Alguns grupos têm aguardado em postos de saúde, esperando pela “xepa da vacina”, como ficaram conhecidas as possíveis sobras de doses. Na terça-feira (02/02), por exemplo, 20 pessoas fizeram isso no Centro Municipal de Saúde João Barros Barreto, em Copacabana, na Zona Sul. Apesar de haver uma fila, no fim do horário um funcionário anunciou que havia uma dose e perguntou quem era o mais velho. Uma mulher, que não quis divulgar seu nome, recebeu a dose do imunizante. O restante das pessoas se retiraram, decepcionadas.

O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, fez um apelo para que as pessoas não façam isso na tentativa de garantir sobras da vacina contra a Covid-19.

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