Os togados cariocas não vão dormir bem nos próximos, de acordo com o jornal O Globo, o ex-governador Sergio Cabral (MDB/Bangu), teria assinado um acordo de delação premiada com a Polícia Federal que já enviou o material para homologação do ministro do STF Edson Fachin. Pelo acordo, mantido sob sigilo, o ex-governador se comprometeu a devolver R$ 380 milhões da propina recebida por ele nos últimos anos. A delação, porém, só terá validade caso seja homologada pelo STF.



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Mas é bom não se empolgar muito, o procurador-geral da República Augusto Aras se manifestou contrário ao acordo de delação, que também havia sido rejeitado anteriormente pela força-tarefa da Lava-Jato do MPF do Rio. Aras argumentou que o ex-governador ocultou informações e protegeu pessoas durante a negociação do acordo com a Lava-Jato do Rio. Por fim, também alegou que Cabral pode ser considerado o líder da organização criminosa montada no governo do Rio, e, portanto, não poderia se beneficiar de um acordo de colaboração. Diz, portanto, que o acordo da PF com Cabral está fora dos requisitos legais.

Nos depoimentos, Cabral citou dezenas de políticos beneficiários do esquema de corrupção montado em seus governos no Rio. O que mais chama a atenção, no entanto, são os nomes do Judiciário. Cabral narra nos depoimentos sua relação com ministros do STJ e com o processo de indicação deles aos seus atuais cargos. Os nomes delatados são mantidos sob sigilo.

Fontes com acesso aos depoimentos afirmam que há poucas provas documentais, mas que o ex-governador fornece caminhos de provas para diversos dos seus relatos. Dizem ainda que as informações prestadas por Cabral sobre o Judiciário seriam suficientes para novas frentes de investigação na Lava-Jato. Preso desde novembro de 2016 e já denunciado 30 vezes pelo Ministério Público Federal, Sérgio Cabral já foi condenado 12 vezes na Lava-Jato e suas penas somadas superam 267 anos.

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