Fora CabralO nome de Sérgio Cabral (PMDB) era comentado até como um dos possíveis nomes para vice-presidente, até para presidente caso o PMDB quisesse lançar um candidato próprio. Isso até junho quando vieram as manifestações e todos os cariocas e o Brasil puderam conhecer o verdadeiro Sérgio Cabral.

Pois, de acordo com o Radar/Veja, um dirigente do CNI ao ter nas mãos uma pesquisa IBOPE diz sobre a avaliação de Cabral: “Virou pó”. O governador do Rio de Janeiro é hoje o pior avaliado do Brasil e não é para menos, as suas ações durante as manifestações foram uma sucessão de erros. A popularidade de Cabral estaria em 12% de ótimo+Bom, na pesquisa DataFolha, que tem menos de um mês, do dia 1º de Julho, Cabral ainda tinha 25% de ótimo+bom.

Mas não é a toa que Cabral está assim, semana passada eu tinha feito um post falando que a Polícia Militar do Rio de Janeiro não merece respeito e de lá para cá só o que fizeram foi piorar a própria situação. Desde denúncias de policiais a paisana no meio dos manifestantes incitando a violência, até a conta oficial da PM criticando a OAB-RJ por atrapalhar (?!) o trabalho da polícia, como disse Felipe Menezes (@femnezes): “se ta prejudicando prende! Não é obstrução? Se não ta prendendo é pq tão atuando dentro da legalidade!”.

Sobre a conta da PM, @PMERJ, o site YouPix chamou a atenção para o péssimo gerenciamento de uma crise em redes sociais, destacando 7 erros de como falhar totalmente. Vale ler o post.

Outro ato desta semana de Cabral também não ajuda em nada sua popularidade, e deve se juntar as outras coisas que o governador precisar explicar. Em um decreto, totalmente inconstitucional, Cabral cria Comissão Especial de Investigação de Atos de Vandalismo em Manifestações Públicas (CEIV) e nele diz ue operadoras de telefonia e internet terão prazo máximo de 24 horas para atender aos pedidos de informação da comissão, sem mencionar a necessidade de autorização judicial para quebra de sigilo. É claro, é óbvio, é ululante que tal decreto é ilegal, segundo o Sinditelebrasil, que representa as empresas, informação sob sigilo só pode ser passada com aval da Justiça. "Qualquer quebra de sigilo ou acesso a dados só pode ser operacionalizada pelas teles mediante ordem de juiz criminal, o que nos impede de atender a solicitações estabelecidas por decreto", disse a entidade, em nota.

O que podemos esperar das eleições para governador do Rio de Janeiro em 2014

Algumas semanas atrás, no hangout do Diário do Rio, Jan, Kazuhiro e eu falamos um pouco do que esperar para as eleições do ano que vem.

Hoje, em seu ex-blog, o vereador Cesar Maia (Democratas) diz quais podem ser as alternativas para o PMDB do Rio de Janeiro:

E AGORA, QUE ALTERNATIVAS TEM O PMDB DO RIO?

1. O desgaste do governador Cabral atingiu um nível que não tem solução em médio prazo. Ele terá que esperar pelo menos uns 3 anos, final de 2015. Sair em 2014 para o Senado é certamente ser derrotado. Bem, pode ser candidato a deputado. Ou continuar no governo até o fim. Mas aí seu filho não pode ser candidato.

2. Quem sabe renunciar e ser nomeado para um posto de primeiro escalão do governo Dilma? Mas Dilma vai querer carregar este fardo? Ela que já enfrenta fortes baixas de popularidade? Mas pode ser no exterior, como embaixador ou como representante do Brasil num organismo internacional. Dilma poderia aceitar e seria mais…, elegante.

3. Cabral naufragou e com ele levou a candidatura de Pezão. Há nome para o lugar de Pezão? Paes, que também foi atingido, não aceitaria. Bobo ele não é. Quem sabe Beltrame aceitaria? Mas sendo um marinheiro de primeira viagem, só se fosse para entrar num quadro de mar calmo e tranquilo e governo popular, o que é exatamente o inverso. Não vai jogar sua imagem no velório político do Cabral.

4. Bem…, há uma alternativa: sair de campo e entregar o tempo de TV para o Lindbergh e abrigar -na hipótese de vitória- sua turma nos cargos que seriam trocados pelo tempo de TV. Lindbergh aceitaria, especialmente com a nomeação de Cabral para um órgão no exterior. Até ajudaria a pressionar a Dilma.

5. Os que pensam que ganhar tempo e deixar decantar resolve, se enganam totalmente: não há tempo. A campanha começa em menos de um ano. Talvez haja outra saída. Fazendo caras e bocas na TV, se diz decepcionado com a política, com o setor público, com os políticos e aceita um alto cargo numa grande -e amiga empresa- no setor privado, de preferência no exterior.

6. Uma leitura que poderia ajudá-lo a entender seu labirinto: O Covil de Franz Kafka. Um link para ajudá-lo a comprar.

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