Nos próximos dias, o governo Bolsonaro lançará um novo plano de expansão do uso da energia nuclear no Brasil. O projeto é construir 6 usinas nucleares no município de Itacuruba, em Pernambuco, às margens dos rios São Francisco e Pajeú; além de concluir a usina Angra 3, no litoral fluminense, que já consumiu mais de 10 bilhões de reais.

O Brasil já dispõe de um complexo nuclear, implantado durante a ditadura militar (1964-1985) no município de Angra dos Reis.

O movimento Baía Viva tem apoiado a luta da comunidade indígena Tuxá de Campos de Itacuruba (PE) localizada a 100 metros do Rio São Francisco que juntamente com a igreja católica pernambucana e outros movimentos sociais, e pesquisadores, tem combatido a implantação deste complexo nuclear.

Além do custo financeiro extremamente caro para a realidade do país que vivencia uma grave crise econômica, já que cada nova usina nuclear custará cerca de R$ 25 a 30 bilhões, é preciso levar em conta que até hoje o complexo nuclear de Angra dos Reis não dispõe de um Plano de Emergência e Evacuação no caso de um desastre. As aldeias indígenas Guarani e Pataxó de Angra e Paraty encontram-se vulneráveis, assim como a população urbana e rural. Além disso, apesar de todo o avanço tecnológico, ainda hoje não há solução definitiva para a destinação final segura para o lixo atômico. O Brasil, até hoje, não dispõe de um depósito definitivo de lixo atômico: as usinas Angra 1 e 2 armazenam provisoriamente milhares de toneladas de lixo atômico às margens da paradisíaca Baía da Ilha Grande. Nas últimas décadas, ocorreram diversos desastres nucleares no mundo: a tecnologia nuclear é insegura, caríssima e perigosa. No Brasil, em 1987 tivemos a tragédia do Césio 137 em Goiânia que até hoje provoca mortes e contaminação. O nosso país tem um grande potencial para gerar energia limpa oriunda de diversas fontes renováveis. Por isso, dizemos não à energia nuclear tanto em Itacuruba, como em Angra dos Reis.

3 COMENTÁRIOS

  1. Você não sabe do que esta falando. As usinas de angra 1 e angra 2 são umas das mais seguras do mundo. Padrão de segurança altíssimo, seus funcionários recebem menos dose anual que qualquer profissional de radiologia hospitalar. Talvez o senhor tenha se equivocado vendo conteúdos de entretenimento de ficção científica. Pois a nível de energia renovável a energia nuclear é a mais barata, a mais limpa, com menos impactos ambientais e mais eficiente.

  2. Este texto reproduz um erro muito frequente nas discussões em torno do uso de energia nuclear no Brasil: confundir acidente radiológico (Césio 137 de Goiânia) com acidente nuclear. O acidente com o Césio nada tem a ver com o uso para geração de energia elétrica, mas sim com o descarte irregular de material radiológico de um aparelho de raio-x em uma clínica de diagnóstico por imagem. Salvo o caso do autor do texto estar propondo o banimento do uso do diagnóstico por raio-x da medicina, o que além do absurdo e por isso mesmo nunca vi nenhum ambientalista propor, não vejo o porquê de sua menção. De qualquer forma, não é argumento válido contra o uso da energia nuclear.

Comente

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui