(Brasília - DF, 19/01/2021) Presidente da República, Jair Bolsonaro Foto: Marcos Corrêa/PR

Na sua vassalagem subalterna à Donald Trump (EUA), o atual desgoverno conseguiu criar conflitos diplomáticos com quase todos os demais membros dos BRICs (grupo de países de economias emergentes formado pelo nosso país, Rússia, Índia, China e África do Sul): neste fórum, o Brasil sempre teve uma posição de liderança em questões estratégicas, como nos debates junto à Organização Mundial de Comércio (OMC) sobre os direitos de acesso pelas Nações a medicamentos essenciais, como os anti-retrovirais utilizados no tratamento da AIDS, e em relação à quebra de patentes de vacinas.

Bolsonaro recuou desta posição na OMC, contrariando a histórica postura independente brasileira que para salvar vidas, em 2007, ousou adotar uma inédita quebra de patentes do anti-retroviral Efavirenz que à época era controlado e produzido exclusivamente pelo Laboratório Merck Sharp & Dohme, usado no combate ao vírus HIV/AIDS. Muitas vidas foram salvas desde então!

O resultado esperado de um misto de incompetência associada à corrupção dos “podres poderes”, intolerância política típica do fascismo com ritos de crueldade governamental, chegou agora com a falta de prioridade da Índia e da China no fornecimento de vacinas COVID-19 ao nosso país.

Pior é, mesmo já tendo atingido infelizmente mais de 211 mil mortos desde o início da pandemia, e mesmo com taxas de desemprego e de trabalho informal galopante em todas as regiões do país, ver pesquisas de distintos institutos (ainda) apontarem o favoritismo do fascista imbecil Bolsonaro para 2022: enquanto isso, as “esquerdas” continuam divididas olhando pro seu próprio umbigo, o que na prática é um movimento eleitoreiro tipicamente suicida que poderá favorecer sua reeleição.

Para a maioria das famílias pobres, os R$ 600,00 concedidos por alguns meses do Auxílio Emergencial foi uma generosa benesse “dada” de presente ao povo pelo atual governo: assim como, na década passada, a expansão do valor pago pelo programa Bolsa Família, entre outras medidas adotadas na área social como o aumento real do salário mínimo, ficaram automaticamente marcados na memória e no coração do nosso povo como uma dádiva produzida pelo recém eleito governo Lula, o que nitidamente se refletiu em votos nas eleições seguintes até 2014. Simples assim.

No cenário internacional, a derrota de Trump principal ideólogo da extrema direita mundial e do Negacionismo científico e climático; o recente boicote pela França na compra da soja brasileira oriunda de áreas desmatadas e queimadas da Amazônia (que provocará menor rentabilidade para setores do agronegócio do país); a perda de mais de 5 mil empregos formais pelo fechamento de fábricas de automóveis da Ford no Ceará, Bahia e São Paulo que aprofundam nossa crescente desindustrialização;
e, ao menos neste início de ano, uma provável falta de vacinas do Coronavírus à curto prazo, que deveriam estar vindo da Índia e China, em quantidades suficientes para atender a nossa enorme demanda: em conjunto, são fatores com potencial para aprofundar mais ainda as crises econômica e social que se acumulam desde 2014/2015.

O quanto isso provocará de mobilizações e protestos internos capazes de desestabilizar o atual desgoverno genocida, ainda é incerto, tão grande é a paralisia e alienação nacional.

Ao menos nos primeiros meses de 2021, no mínimo até março, é possível que ocorra um cenário nebuloso que associem alguns fatores, como: ausência de Auxílio Emergencial – que por meses foi o que garantiu a alimentação básica na mesa de milhões de brasileiros; ausência de vacinas suficientes para combater o avanço do COVID-19; e, por consequência, o aumento da extrema pobreza e fome e do desemprego estrutural, em especial nos grandes centros urbanos.

Enquanto isso, o Brasil continua a pagar regiamente aos gananciosos ‘abutres’ do sistema financeiro internacional cerca de 1,3 trilhões de reais POR ANO pelo chamado “Sistema da Dívida” que é um instrumento de agiotagem que gera acumulação de capitais para grandes bancos através de um cada vez maior perverso processo de endividamento público “as avessas” das Nações das periferias do capitalismo global, enquanto estas, a cada ano, ficam mais empobrecidas e endividadas.

Nos falta (ainda) um polo social e político com um projeto nacional.

Só isso poderia livrar nosso povo do fosso do desemprego estrutural e do aprofundamento das desigualdades regionais.

O que está porvir?!

Sérgio Ricardo

Sérgio Ricardo é ecologista, gestor e planejador ambiental, além de produtor cultural. É membro-fundador do Movimento Baía Viva.

8 COMENTÁRIOS

  1. Arca-se hoje com o populismo do passado…
    Seria importante que este diário tivesse artigos mais esclarecidos, inclusive sobre o que seja fascismo.
    Artigo tendencioso e inconsequente.

  2. Um idiota desinformado dando opinião.
    Se se informasse direito não escreveria tanta asneira.
    Este jornal já não está mais sendo fonte de informação.
    Saindo fora daqui.

    • Eu iria fazer um comentario a respeito do ecologista, mas o seu comentário foi integralmente igual ao que eu faria. Só que eu vou mais longe. Maconheiro desinformado. Viveu nas tetas da leis que lhe davam a mordoia que não existe mais. PQP esse comunista patético faz o que pela nação? aramba que falta de respeito e postura, chamar o nosso Presidente dessas coisas.

  3. namoral pqp eu acabo meu almoço e vejo que sobrou um tempinho, venho aqui pra ler notícias da cidade e voc?s vem com essa bolsonaro isso, bolsonaro aquilo, trump não sei o que. deus do céu… jornalismo ficando a todo dia pior e mais sites vão aderindo a moda de fazer jornalismo patético a cada segundo que passa.

    • Deixa de ser ignorante. Esse é o jornalismo de opinião. Do mesmo jeito que tem um colunista daqui que puxa saco do presidente, tb há espaço para críticas, e motivos não faltam. Um velho com mais de 60 anos que se sujeita a ficar de 4 pra um norte americano que pensa, claro, nos norte americanos em primeiro lugar. Quis fazer agrado ao macho e prejudicou uma população inteira, tanto na saúde quanto na economia.

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