Foto: Reprodução

Nesta quinta-feira (17/06), o Globoplay lança a série documental Original “Meu Amigo Bussunda” em homenagem a Cláudio Besserman Vianna, mais conhecido como Bussunda. O lançamento ocorre 15 anos após a morte do humorista.

Ao longo dos três primeiros capítulos, a obra narra a trajetória de Bussunda em ordem cronológica, usando imagens inéditas e de arquivo, entrevistas com parentes, amigos, colegas e integrantes da equipe do Casseta & Planeta. Claudio Manoel, diretor e entrevistador, é também personagem e testemunha.

O primeiro episódio, que compreende o período entre 1962 e 1989, mostra a infância, adolescência e juventude de Cláudio Besserman e a origem do famoso apelido. No segundo capítulo, acompanhamos de 1989 até 1998, desde sua entrada na Globo até o sucesso do Casseta & Planeta Urgente. O terceiro episódio, compreende de 1998 até 2006, na cobertura da Copa do Mundo na Alemanha.

No quarto episódio da série é feita uma análise sobre a filosofia de vida seguida por Bussunda. Humoristas da nova geração são convidados a debater a influência do Casseta na comédia atual e refletir sobre o politicamente incorreto. Entre os entrevistados da série estão Vera Fischer, Maria Paula, Zico e Débora Bloch.

A direção geral dos quatro episódios é de Claudio Manoel, amigo e parceiro de ofício do humorista. Claudio divide a direção e o roteiro dos três primeiros capítulos com Micael Langer, com quem codirigiu “Simonal — Ninguém sabe o duro que dei”. Já o último, tem direção de Júlia Besserman, filha de Bussunda, que perdeu o pai quando tinha 12 anos. A produção é assinada por Emoções Baratas e Kromaki.

Revisitar a vida e a obra do Bussunda foi um processo intenso, visceral, mas também necessário e revigorante. A dor de sua morte foi esmagadora, lidar com isso exigiu muito esforço e consumiu tempo. Fazer essa série foi um jeito de voltar a estar perto, viajar e ‘conversar’ de novo com ele. E também revisitar a falta que ele faz”, lembra o diretor Claudio Manoel.

O diretor Micael Langer destaca que acredita que “quem assistir à série vai se apaixonar pelo ser humano que ele era, um cara encantador mesmo, justo, equilibrado, sarcástico, companheiro. Aquele tipo de pessoa que só desperta lembranças boas em quem teve o privilégio de ter convivido ao seu lado e que deixa muita saudade”.

Foi muito emocionante e catártico revisitar lembranças, separar fotos e vídeos. Eu não assistia ao programa desde sua morte. Relembrei personagens, piadas. A discussão sobre o humor dele era um debate que eu precisava ter comigo mesma para tentar entender um pouco melhor o trabalho do meu pai. Por isso coloquei no quarto episódio”, explica a diretora e filha de Bussunda, Júlia Besserman.

Com os companheiros do Casseta & Planeta, Bussunda escreveu onze livros, fez diversos shows e protagonizou os filmes “A Taça do Mundo é Nossa” (2003) e “Casseta & Planeta: Seus Problemas Acabaram!” (2006), lançado postumamente. Ainda no cinema, participou dos longas “Como Ser Solteiro” (1998) e “Zoando na TV” (1999), e dublou o personagem principal nos dois primeiros filmes da animação “Shrek”.

Bussunda morreu no dia 17 de junho de 2006 quando realizava a cobertura da Copa do Mundo na Alemanha para o Casseta & Planeta Urgente. No dia 25 de junho de 2021 o humorista faria 59 anos.

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