Zé Kéti ganha festa no Teatro Rival. Foto: Marco Aurélio Olímpio / Divulgação

Eu sou o samba, sou natural aqui do Rio de Janeiro, sou eu quem levo a alegria para milhões de corações brasileiros“. Cantor, ator, compositor e carioca. José Flores de Jesus, mais conhecido como Zé Kéti é patrimônio do Rio e tem seu centenário festejado por sua filha e genro! O casal Geisa Ketti e Onesio Meirelles reúne familiares e amigos no palco do Teatro Rival Refit, neste sábado (02/10), para celebrar os 100 anos de Zé Kéti, autor de clássicos como “A voz do morro”, “Mascarada”, “Acender as velas”, “Opinião”, “Diz que fui por aí” e “Leviana”.

Todos esses sucessos estarão no repertório do show “100 Anos: Zé Ketti Vive!”, que vai contar com a participação dos netos Rodrigo Flores e Beto Meira, do bisneto Pedro Lucas e do sobrinho Marcinho Meirelles. Geisa e Onesio também terão como convidados especiais: Marquinhos de Oswaldo Cruz, Marquinhos Diniz, Marquinho do Pandeiro, Pece Ribeiro, Bira Show e Nanana da Mangueira, mãe de Ivo Meirelles.

Geisa e Onesio recebem familiares e artistas para celebrar a obra de Zé Kéti. Foto: Divulgação

Nascido em 16 de setembro de 1921, faleceu na mesma cidade, em 14 de novembro de 1999. Por ser muito tímido, seu pseudônimo veio do apelido de infância “Zé Quieto” ou “Zé Quietinho”. Na década de 40 começou a compor sambas para a Portela.

Em 1955 fez sucesso com o samba “A voz do morro”, gravado por Jorge Goulart e com arranjo de Radamés Gnattali, na trilha do filme “Rio 40 graus”, de Nelson Pereira dos Santos. Na película, inspirada no neorrealismo italiano, o artista também fez ponta como ator. O filme contou com outro sucesso, “Leviana”.

Em 1957 Zé Kéti voltou a trabalhar com Nelson no filme “Rio, Zona Norte”. A obra discutia a venda de sambas de compositores pobres (representado por Grande Otelo) para artistas e produtores (interpretado por Jece Valadão), que levavam as músicas para as rádios e ganhavam muito dinheiro com os direitos autorais.

“A voz do morro” é sucesso até hoje em todas as rodas de samba do Brasil

Em 1962 Zé Kéti idealizou o conjunto A Voz do Morro, do qual participou e que ainda contava com Elton Medeiros, Paulinho da Viola, Anescarzinho do Salgueiro, Jair do Cavaquinho, José da Cruz, Oscar Bigode e Nelson Sargento. O grupo lançou três discos.

Em 1964, participou do espetáculo “Opinião”, ao lado de João do Vale e Nara Leão (substituída depois por uma menina da Bahia, Maria Bethânia), que consagrou algumas de suas composições como “Opinião” e “Diz que Fui por Aí” (esta em parceria com Hortêncio Rocha).

O mestre canta “Diz que fui por aí” na TV Cultura em 1991.

“Acender as velas”, considerada uma de suas melhores composições fez enorme sucesso nas vozes de Nara Leão (Disco Opinião de Nara, 1964) e Elis Regina (Disco Dois na Bossa, 1965). A letra tem um impacto forte ao relatar as dificuldades vividas na favela.

Em 1996 o artista recebeu em vida uma grande homenagem do cantor Zé Renato, vocalista do grupo Boca Livre, que gravou um disco inteiro homenageando sua obra. Na época Zé Kéti relatou a essa repórter no bar Bip Bip, em Copacabana. “Estou muito feliz em ter minha obra revisitada por esse menino“. E comentou durante a roda de samba que acontecia no Bip: “Essa moça do violão que tá tocando as minhas músicas é espetacular, tem um dedilhado mágico“. Essa moça se chama Ana Costa, cantora e compositora. Seu Zé, que tanto fez história, também reconhecia grandes talentos! Show imperdível!

Serviço: 100 Anos: Zé Ketti Vive! / Teatro Rival Refit – 02 de outubro de 2021, às 19h30 / Rua Álvaro Alvim, 33, Cinelândia, RJ / Capacidade: 112 lugares / Censura: 18 anos / Ingressos: R$ 30,00 e R$ 60,00/ O teatro abre 1h antes do início do show / Tels. 2240-4469 / Vendas online – https://bileto.sympla.com.br/event/68874/d/108143

Protocolos de segurança contra Covid-19:

A casa abre às 18h30 seguindo todos os protocolos sanitários para proteger público, artistas e funcionários. Antes de cada show, a casa passa por processos de higienização e sanitização, feitos por empresa especializada. E nossa equipe está treinada para seguir todos os protocolos de segurança indicados pelas autoridades competentes. Na entrada, todos terão temperatura aferida, e haverá dispensers de álcool 70° em gel distribuídos pelas dependências do teatro. O uso de máscara é obrigatório para entrar e circular pela casa. Clientes só podem retirar a máscara para o consumo de bebida e comida, sentados em seus devidos lugares. Cuidar da própria saúde e da saúde dos outros é também uma forma de resistência. Contamos com a compreensão e a colaboração de todos. Desde já, agradecemos de coração.

Campanha Salve a Produção:

O Teatro Rival Refit se uniu à campanha Salve Produção para ajudar os profissionais do setor de entretenimento, extremamente afetados pela pandemia e pela parada dos eventos artísticos. Então, estamos recebendo doações de alimentos não perecíveis para distribuir cestas básicas a esses profissionais da cadeia cultural. Seria muito bom poder contar com a colaboração de você, cliente amigo, para levar sua contribuição quando for assistir, presencialmente, a qualquer show no Teatro Rival Refit. A arte agradece.

Formada em cinema e jornalismo. Também trabalha como assessora de imprensa, locutora e repórter de TV. Escreve em sites e blogs desde 2002. Passou pelas redações do Jornal do Brasil e O Dia. Em 2012 fundou o blog Bonde da Bardot, sobre animais e meio ambiente.

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