Juliana Diniz - Foto: Publius Vergilius

Um dos mais tradicionais blocos cariocas, o Simpatia É Quase Amor, fundado em 1985, optou por fazer um carnaval mais poético, exaltando a própria experiência nas ruas de Ipanema em seus 36 anos de existência. E este ano traz uma novidade: a nova porta-bandeira do Simpatia é a musa da Mangueira, Juliana Diniz, sobrinha de Leila Diniz.

Juliana desfilou pela primeira vez no bloco aos 15 anos e, hoje, aos 48, recebe a bandeira de Claudia Costa, no posto há quase 30 anos e que assumirá outras funções no bloco. Marco Rodrigues, o Marquinhos, que já foi o primeiro mestre-sala da Estação Primeira e desfilou com ela no Simpatia há 33 anos, vai dançar com a musa da verde e rosa.

O Simpatia é Quase Amor faz dois desfiles em Ipanema: o primeiro no dia 15 de fevereiro (sábado) e o segundo no dia 23 de fevereiro (domingo de Carnaval), saindo da Praça General Osório em direção à praia. A concentração do bloco começa às 14h. Esse ano, a camisa do bloco é assinada pela designer carioca Rose Vermelho. E, não esqueça, o DIÁRIO DO RIO tem a mais completa agenda dos blocos de rua do Rio de Janeiro em 2020.

Samba 2020

O tom de crítica está lá, mas dessa vez de forma mais sutil, em meio a versos que reverenciam Chico Buarque (Prazer, sou Simpatia é Quase Amor / A malandragem me conhece assim / Eu faço samba e amor até mais tarde / Quem é você pra querer mandar em mim?); Aldir Blanc, que inspirou o nome do bloco (Não põe hora no meu bloco…); e Beth Carvalho, que já gravou diversos sambas do Simpatia (“Fantasiei de amarelo e lilás meu coração / E despertei no meio desse turbilhão / Vais me pagar, pode chorar / Vou festejar”).

A letra foi escrita em conjunto por vários compositores do Simpatia, em um encontro no bar Paz e Amor, quando decidiram que seguiriam na composição por um caminho mais voltado à beleza do bairro, às qualidades do próprio bloco, e menos aos fatos negativos que povoam o noticiário.

Prazer, Sou Simpatia é Quase Amor
Autores: Guilherme Sá, Janjão, Leandro Fregonesi, Beto Fininho, Eduardo Medrado, Tomaz Miranda e Mestre Penha

Você que nunca viu o sol se por
Você que nunca entrou num botequim
Você que não bebeu e nem brindou
Você que não bateu um tamborim

Prazer, sou Simpatia é Quase Amor
A malandragem me conhece assim
Eu faço samba e amor até mais tarde
Quem é você pra querer mandar em mim?

Eu sou da rua, tenho ginga da cidade
Eu sou quase amor
Eu sou paixão, poema, sou liberdade
Eu sou quase amor
O meu balanço vem ao som da bateria
Eu sou quase amor
A resistência contra a tirania
Chegou o Simpatia é Quase Amor

Fantasiei de amarelo e lilás meu coração
E despertei no meio desse turbilhão
Vais me pagar, pode chorar
Não põe hora no meu bloco…
Vou festejar

Iemanjá, odoyá!
Oxóssi, okê! Okê!
Água de sal pra lavar
Na mata vou me benzer

Iemanjá, odoyá!
Oxóssi, okê! Okê!
Água de sal pra lavar
Benzer

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