O Sítio Roberto Burle Marx, em Barra de Guaratiba, na zona oeste do Rio de Janeiro, se prepara para a nova fase da candidatura do local a Patrimônio Mundial pela Unesco.

Na próxima segunda, 26/07, durante a 44ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, que se reúne em Fuzhou, na China, o Sítio Roberto Burle Marx, localizado em Barra de Guaratiba, no Rio de Janeiro, concorre ao título de monumento na lista do Patrimônio Cultural Mundial da Unesco.

Como o nome sugere, o Sitio tem raízes diretas com o paisagista Roberto Burle Marx, que morou no lugar.  Em 1949, a belíssima propriedade foi adquirida por Roberto e seu irmão, Siegfried.  A antiga residência tem 400 mil m2, onde estão reunidas uma das mais importantes coleções de plantas tropicais e semitropicais do mundo.

Nos anos 1970, mais precisamente em 1973, o local passou por reforma e Roberto Burle Marx foi morar definitivamente lá, levando uma coleção de plantas que ele iniciou ainda na infância, aos 6 anos de idade.

O acervo do Museu-Casa possui 3.125 peças, incluindo obras do próprio Burle Marx, entre elas, pinturas, desenhos, tapeçarias, vidros decorativos, murais em azulejos e tecidos. Também fazem parte do acervo coleções de vidros decorativos diversos, imagens barrocas em madeira, cerâmica pré-colombiana e cerâmica primitiva oriunda do Vale do Jequitinhonha/MG.

Em 2012, o Rio de Janeiro recebeu certificação da Unesco como a primeira cidade mundial Patrimônio da Paisagem Cultural Urbana, tendo o Corcovado, Pão-de-Açúcar, Jardim Botânico, Arpoador, e praias do Flamengo e Botafogo como cartões postais do título internacional.

Caso vença o prêmio, o Sítio se junta a locais como a Cidade História de Ouro Preto (MG), o Plano Piloto de Brasília (DF) e o Centro Histórico de Salvador (BA).

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