As recentes declarações do futuro prefeito do Rio dão sinais intrigantes: a impressão que se tem é que o eleito não tem na cabeça (muito menos no papel) um desenho para uma boa estrutura de secretarias que gere um ótimo funcionamento da administração dos serviços da Prefeitura, o que seria ao nosso ver o correto.



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A impressão é que ele tem pessoas e tira da cartola fórmulas para as futuras secretarias se adaptarem aos escolhidos. E são pessoas que não necessariamente conhecem a área que irão trabalhar e coordenar, mas sim integrantes da “sua equipe de confiança” ou indicadas pelas alianças, e que jamais dirão um não ao prefeito. O que não é bom.

É como se o futuro prefeito, por ter administrado a Cidade por oito anos, já soubesse tudo e, portanto, prescindisse de conhecedores das áreas a serem administradas. O que explica, por exemplo, juntar na Secretaria da Fazenda, o Planejamento e o Controle? A Controladoria ficará submetida ao próprio órgão que gasta? Ou é somente para dar super poderes ao amigo indicado?

O que explica dividir a Secretaria de Urbanismo em Planejamento Urbano e Licenciamento e Fiscalização, se ambas as atividades estão umbilicalmente ligadas? Qual a função de mais uma secretaria, como a da Juventude? Qual o âmbito de idade de sua atuação? Ou o cargo é para prestigiar um correligionário, fazendo um ato político com a estrutura pública?

Qual será a função da secretaria de Governo e Integridade se o controle de gastos estará na Secretaria da Fazenda? O nome Integridade é só para “inglês ver”?

Afinal, qual será a estrutura administrativa da futura Prefeitura? Ou os cidadãos só saberão sobre ela na medida em que forem atendidas as demandas pessoais e políticas do futuro prefeito?

Nem começou o governo Paes e já há perplexidade. Infelizmente, o mesmo foi feito no início do governo Crivella, quando este desestruturou tudo o que havia para moldar a estrutura da Prefeitura às suas conveniências, ao invés de optar por um plano estruturado e compreensível de melhor funcionamento da máquina administrativa. E continuou assim até o final. Deu no que deu…

4 COMENTÁRIOS

  1. Como vai Sônia Rabello? Parabenizo-a pelo seu conhecimento, não só político, mas de ter um olhar aprofundado na questão administrativa de um cargo de grande valia como uma Prefeitura.

    O que você coloca é a mesma sensação que tenho. O que mais me faz torcer o nariz, é a escolha dos secretários, principalmente, no que diz respeito ao Pedro Paulo, Secretário da Fazenda e da Vereadora que se declarou negra, Laura Carneiro, na Secretaria de Assistência Social. Os dois, como sabemos, já teve problema com a justiça. Enfim… Isso me cheira a um acordo de compadrio e a preparação para a futura eleição de Presidente, Governador e Deputado Federal e Estadual. O Rodrigo Maia ao se apresentar ao lado do vencedor, não dá ponto sem nó. Fora outras figuras funesta como Romário, Jorge Felippe e etc. E tal. O Rio de Janeiro como São Paulo, infelizmente, caem sempre no mesmo engodo. Como me retirei do movimento associativo e da política, nada posso falar dos outros escolhidos.

    Se o Prefeito pensa que vai angariar bilhões de verba do tempo dos governos Lula e Dilma por conta da Olimpíadas e da Copa do Mundo, e mesmo que feche algum acordo espúrio com o atual Governador e Bolsonaro, melhor tirar o cavalinho da chuva. Então, como não vai ter a derrama, terceiriza os bens públicos aos seus aliados empresarial e vamos fazer Política com o Povo.

  2. Parece que vocês tem prazer em escolher fotos que causem constrangimento. Não é uma questão de defender um ou outro, simplesmente trata-se de se discutir o conteúdo editorial que, para alguns, pode parecer engraçado, mas para a grande maioria causa até um mal estar.

  3. Sonia
    Acompanho seu trabalho desde o tempo do PV, mmas desculpa, suas observações cheiram a choro de perdedor.
    Começar a criticar antes de começar, é dizer ao eleitor que ele não tem direito a escolher.
    De uma chance de começar.
    Se vc. quiser criticar algo, que o faça ao atual prefeito, que conseguiu o mais difícil, ser um religioso que usa o baixo nível para se apresentar como candidato e consegue destruir uma cidade como o Rio de Janeiro.
    Faço esta mensagem pois acompanho vc a alguns anos e estranhei este seu posicionamento, como estivesse torcendo para dar errado

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