O DIÁRIO DO RIO vem noticiando uma série de demissões em massa promovidas por grandes empresas durante a crise causada pela Covid-19. Com a Starbucks não foi diferente. De acordo com informações obtidas pelo DIÁRIO 300 pessoas que trabalhavam na empresa, muitas delas com quase 10 anos de Casa, perderam seus empregos.

Segundo a fonte do DIÁRIO DO RIO, uma pessoa que trabalha na empresa e que pediu para não ter seu nome citado, todas as demissões foram efetivadas com base no artigo 501 (que fala em motivo de “força maior”) da CLT, dessa forma diversas verbas rescisórias não foram pagas na sua integralidade, tais como, aviso prévio, 13° salário sobre aviso prévio, 1/3 sobre o aviso prévio e a multa do FGTS foi paga apenas 20%, quando o correto seria 40%.

Contudo, todos esses descontos foram realizados de forma contrária a lei, visto que o artigo 501 pode ser utilizado quando a empresa não tem perspectiva de seguir com as operações, ou seja, declarando falência.

Além disso, a Starbucks Brasil está parcelando as verbas rescisórias em 6x, dificultando demais a vida das pessoas desligadas, afinal de contas o mercado de trabalho não está fácil nesse período.

“A empresa não está se preocupando com os partners (como chamam funcionários), posso ressaltar que muitos funcionários demitidos estavam há muito tempo na empresa, ou seja, a demissão deles nesse momento foi muito mais barata. Falo isso com muita propriedade por trabalhar na empresa e estar indignado como estão conduzindo essa situação. Diversas empresa fizeram desligamentos nesse período, porém não dessa forma”, disse o funcionário da empresa ouvido pelo DIÁRIO DO RIO.

Esse funcionário disse, também, que a Starbucks Brasil reformou 2 andares do prédio da Gazeta na avenida Paulista, como sede do novo escritório, foi gasto até agora mais 8 milhões de reais e continuam gastando.

A Starbucks se posicionou: “Frente aos impactos da COVID-19 no Brasil, a Starbucks permanece comprometida em adaptar suas operações e modelos de negócio às condições atuais do mercado. Todas as decisões envolvendo seus colaboradores são feitas após cuidadosa análise e sempre em conformidade com as leis e acordos sindicais. A Starbucks Brasil reafirma seu compromisso com todos os seus partners (como chamam os seus colaboradores) e reforça que as decisões são realizadas considerando, em primeiro lugar, a preservação da saúde e a segurança de todos, bem como a manutenção do negócio e do maior número de empregos, vislumbrando a retomada do crescimento da marca no mercado brasileiro o mais breve possível”.

Recentemente, o DIÁRIO DO RIO publicou sobre as demissões em massa na Fogo de Chão e no La Mole.



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2 COMENTÁRIOS

  1. Conheço pessoas de São Paulo, que trabalhavam na Starbucks, segundo disseram, foram 1000 pessoas em média no total….
    Pessoas demitidas no meio do acordo de redução de salarios (periodo de estabilidade).
    Acompanho a starbucks fora do país, aqui no Brasil estão na contra mão do mundo ..Uma vergonha dessa, utilizando a brecha da lei, deixando pessoas em situação vulnerável.
    Trabalho no centro sempre estou na loja da Gonçalves Dias … segundo me informaram fechou…. e fecharam mais 4 lojas….
    Acho que se utilizaram da Pandemia para demitir “barato”…. Deixo meu repúdio ….

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