Foto: Clara Linhart

Sucesso de público e de crítica, em cartaz no Brasil há seis anos, o espetáculo ‘Sapos’ volta ao cartaz, dia 4/12, para curta temporada no Teatro Maison de France, com sessões às quartas e quintas-feiras, às 19h. Com texto de Renata Mizrahi e direção de Renata e Priscila Vidca, a peça explora as diversas facetas do amor e como as relações podem atingir níveis primitivos quando casais são colocados em situação de confinamento. Esta foi a primeira codireção de Renata e Priscila, parceria que se repetiu nas montagens de ‘Silêncio’, sobre as vidas das jovens judias que se tornaram prostitutas na América, e ‘Vale Night’, sobre as dificuldades enfrentadas pelas mães de bebês. Os Sapos foi indicado a cinco prêmios, e venceu o Prêmio Fita nas categorias Melhor Atriz (Verônica Reis) e Melhor Atriz Coadjuvante (Paula Sandroni).

A ideia do espetáculo surgiu depois de uma viagem da autora na qual, isolada numa casa de campo, conheceu dois casais cuja exagerada dependência psicológica e suas fragilidades – como ciúme, ansiedade e excesso de preocupação – se evidenciaram em pouco tempo. A partir desta experiência, a autora criou a história de Paula (Verônica Reis), uma mulher de 40 anos recém- separada, que chega a uma casa na serra achando que vai rever os amigos de infância em um encontro divertido, mas se depara com dois casais em crise. Neste lugar isolado, só passa um ônibus por dia, e, portanto, ela só poderá ir embora no dia seguinte. Assim, acaba obrigada a presenciar e vivenciar as neuroses e histerias dos relacionamentos de Marcelo (Ricardo Gonçalves) e Luciana (Gisela de Castro) e Claudio (Fabricio Polido) e Fabiana (Paula Sandroni).

O objetivo do espetáculo é provocar uma reflexão sobre a dinâmica de vários relacionamentos. Muitas vezes, nos sujeitamos a situações que tiram a nossa potência, o brilho, a autoestima, mas, mesmo assim, não conseguimos evitá-las. E quantos casais, independentemente do gênero, convivem anos juntos desta maneira?”, reflete a autora Renata Mizrahi.

A obra de referência para o texto foi “Deus da Carnificina” de Yasmina Reza, que ilude o espectador com diálogos civilizados, cordiais, tiradas engraçadas que vão se tornando extremamente cruéis e violentas pouco a pouco. Assim como na peça de Reza, os personagens de “Os Sapos” não conseguem sair daquele lugar, quando surgem possibilidades de mudança, eles desistem e voltam para a mesma posição. Na equipe criativa do espetáculo, também estão Nello Marrese e Lorena Lima (cenário), Renato Machado (iluminação), Bruno Perlatto (figurino) e Marcelo Alonso Neves (trilha sonora).

Em 2010, a autora Renata Mizrahi adaptou uma parte da peça para um roteiro de curta-metragem que foi dirigido por Clara Linhart. O curta passou em diversos festivais brasileiros, ganhou prêmio de Melhor Filme do Festival Curta Copa em 2011, foi adquirido em 2013 pelo Canal Brasil e, em novembro de 2015, foi apresentado no “1st Women Brazilian Film Festival” em NY.

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