Sugestões para o futuro governador do Rio na área de Turismo

Sugestões para o futuro governador do Rio na área de Turismo

5 de dezembro de 2018 0 Por Bayard Boiteux
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Sempre que um novo governo se anuncia a grande preocupação é quem vai ocupar a Secretaria de Turismo ou se a mesma será extinta, mantida ou incorporada a outra área de desenvolvimento. Sinceramente, devo confessar que o secretário não é o primordial, nem a secretaria, se o turismo não for priorizado através de uma dotação orçamentária importante e a existência de um plano estadual de turismo, que possa ser discutido com o trade turístico, e que sejam fixados programas prioritários com metas mensuráveis.
No caso específico do Estado do Rio, que sofreu muito nos últimos anos com a falta de recursos, é necessário avaliar primeiro a divisão turística do Estado. Na nossa opinião, devemos ter no máximo quatro regiões turísticas, encabeçada por um gestor e com um conselho de desenvolvimento turístico real, com voz ativa e capaz de buscar soluções para o desenvolvimento turístico. O ideal é que o futuro governador também crie um Conselho de Desenvolvimento Turístico do RJ, integrado por todas as secretarias que interagem com o turismo e com a missão de trazer os pleitos das regiões turísticas e desenvolvê-los. A TurisRio, nos mesmos moldes as Embratur, deveria se tornar uma empresa de promoção do destino Rio de Janeiro, no Brasil e no exterior, com material promocional efetivo em cinco idiomas, não mais impresso e com presença ativa nas redes sociais. É preciso rejuvenescer a empresa, abrindo um concurso público e sobretudo trazendo a Academia para pensar o turismo, junto com o Conselho de assessoramento ao Ensino do Turismo. Cabe também uma integração com o Sebrae e com o Senac, que já desenvolvem inúmeros projetos de sucesso na área de capacitação.


O Rio de Janeiro está cansado de ouvir discursos de políticos profissionais de que o turismo é importante, mas sem nenhuma ação efetiva de desenvolvimento estrutural. O Rio é um conjunto de cidades maravilhosas, com uma iniciativa privada que se aprimorou e pode cuidar dos destinos se for apoiada na promoção e na segurança. Segurança Turística significa um Batalhão de Policiamento das Áreas Turística forte, atuando com pelo menos 1000 integrantes, qualificados e capacitados para atender os que nos visitam em todo o Estado e em toda a cidade do Rio. Não podemos viver uma ilusão de que um batalhão desmotivado com poucos recursos humanos pode ajudar verdadeiramente o Rio. O ideal é criar um grande Centro de Segurança Turística do Estado, com um Conselho de Segurança e autonomia para desenvolver ações pontuais em prol do turismo, integrando Policia Federal, Militar, Civil, Bombeiros e Guardas Municipais com programas de incentivo através de premiações turísticas e salários diferenciados
Sentimos falta, também, de um grande banco de dados turísticos que possa orientar aqueles que pretendem aqui investir ou até para os empresários da área poderem decidir sobre ações que podem colocar em prática. Turismo é atividade da iniciativa privada, cabendo ao Estado a função de coordenador de políticas públicas integradas com as associações de classes, associações de moradores, consulados e correspondentes estrangeiros.

São apenas algumas ideias, que acredito que possam contribuir para um Rio turístico. Um Rio que não fica buscando patrocínio para desenvolver atividades que cabem ao Estado, que só vai sobreviver se for empreendedor e souber ser interlocutor e viabilizar os anseios de todos que compõem a cadeia produtiva do Turismo. Sugiro adotar o Código De Ética Mundial do Turismo, da Organização Mundial do Turismo, como livro de cabeceira daqueles que pretendem cuidar do Turismo.

Professor universitário, escritor, pesquisador que acredita na democracia, na diversidade e luta por um mundo melhor através da educação


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