bicicleta
foto: Alvaro Tallarico

Uma das coisas que mais me tranquiliza na vida é andar de bicicleta, bem como ler um livro. Quando o estresse vem e o nervosismo impera, é hora de cavalgar pelo asfalto com a magrela. O Rio de Janeiro tem um grande potencial para esse transporte, o qual foi percebido por um grande banco que encheu a cidade com pontos onde é possível alugá-las e flanar por aí. Quem não sabe andar de bicicleta conta com a ajuda da ONG Bike Anjo, pessoas que ensinam outras totalmente de graça a como manejar esse veículo de duas rodas impulsionado com pedais.

Bicicletas são metáforas da vida. Pedem equilíbrio, as quedas são inevitáveis, importante saber cair e se proteger com equipamento de segurança. Você tem que pedalar, se mexer, para seguir em frente. Na descida, se der mole, não para e você pode se quebrar todo. Para subir, exige força e disposição. Serve ou não como metáfora da vida?

Além disso, andar de bicicleta é exercício que mantém sua saúde em dia. Ah, mas tanta coisa acontecendo e você me vem falar de bicicleta, caro cronista? Sim, a ideia é mesmo essa. Ter um respiro. É cansativo você acordar, ver um jornal que se chama “Bom Dia” e só assistir notícia ruim. Tem coisa boa ocorrendo por aí também. A Bike Anjo que citei anteriormente é uma delas. Mas tem coisa ruim e soluções estapafúrdias que brotam de mentes imbecis.

Sim, está difícil ser otimista. O Governo agora quer aumentar a taxação de livros. Tanta coisa para ajeitar no país, maior nível de desmatamento na história, mas a culpa é dos livros… Pelo amor de Deus. Deixem os livros em paz. Façam o possível para diminuir os preços e não aumentar! Estimulem o povo para que todos possam ler mais, ter pensamento crítico, refletir. Louvem a poesia e as letras, as armas dos lúdicos para um mundo melhor. Aliás, para que aumentar a taxação dos livros agora?

Comecei falando de bicicleta e pedalei até os livros. Nesse momento leio um chamado “Contos Ingleses”. Antes de escrever essa crônica, li um dos contos selecionados, chamado “O Gato Brasileiro” de Arthur Conan Doyle, o criador de Sherlock Holmes. A história fala de um rapaz endividado, no aguardo de uma herança e um primo que surge, generoso. Um deles tenta armadilhar o outro por ganância. O malandro acaba virando comida de felino gigante.

A leitura é gostosa e não consegui parar antes de terminar. O escritor não ganhou tanta fama e alcançou o status de Sir Arthur Conan Doyle à toa. Afinal, o conto deixa mais uma lição sobre o mal da ganância e como esse pecado capital guia algumas pessoas por caminhos tortuosos e sem retorno.

Por fim, eu apoio a campanha #defendaolivro. E você, o que acha disso?

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