Mesmo com toda informação, divulgação e campanhas de conscientização sobre o autismo, ainda vemos familiares passando por situações de constrangimento, por falta de conhecimento sobre os direitos que amparam as pessoas com o Transtorno Espectro Autista (TEA).

Recentemente, foi noticiado em jornais de grande circulação que uma mãe com seu filho autista, de cinco anos, foram retirados de um voo, no aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, em Mato Grosso, por conta de a criança não conseguir usar máscara.
A Defensoria Pública do Estado teve que acionar a Justiça, em situação de urgência, para que a criança pudesse viajar, sem o uso de máscara, mesmo sendo resguardada pela Lei Federal nº 14.019/2020, que “estabelece o uso de máscaras para circulação em espaços públicos e privados de acesso ao público no país, dispensa o uso do objeto para autistas, deficientes intelectuais, deficientes sensoriais ou quaisquer outras deficiências que impeçam o uso adequado da proteção.”

Temos lutado há mais de uma década para que as pessoas venham aderir às campanhas de conscientização do autismo. O transtorno, que atinge mais de 70 milhões de pessoas no mundo, afeta principalmente a comunicação, o comportamento e capacidade de interação das pessoas com TEA. Trazer estas informações à sociedade ajuda na convivência, respeito e inclusão das pessoas autistas.

Todos os anos, participamos de caminhadas de conscientização em diversas regiões e temos o Dia 2 de Abril – data estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), como sendo o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Além disso, durante o mês de abril, monumentos, fachadas de estabelecimentos públicos e privados são iluminados de azul no mundo inteiro.

No Brasil, temos o Cristo Redentor que também está inserido nesta campanha para chamar a atenção da mídia e da sociedade para a importância de se entender o Transtorno do Espectro do Autista (TEA).

O ocorrido no Aeroporto em Varzea Grande só serviu para despertar a atenção de todos sobre a importância de temos mais campanhas de conscientização para que todos possam conhecer e entender o autismo. A única forma de as pessoas compreenderem o espectro é tornando-o conhecido.

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