Foto de Yan Krukov no Pexels

Esta semana tivemos um episódio muito triste nos noticiários. A cantora Walkiria Santos, da Banda Magnífico, encontrou o seu filho de 16 anos Lucas Santos, morto dentro da própria casa, por não suportar os ataques aos seus vídeos, em uma plataforma digital. O fato é só mais um resultado do comportamento de uma sociedade intolerante, preconceituosa, que tem demonstrado cada dia mais desrespeito e falta de amor ao próximo. Os denominados hatters têm transformado a Internet em um verdadeiro tribunal, onde seus integrantes se acham no direito de atuarem como juízes e executores, e não pensam nos efeitos que tais ações podem provocar na vida das pessoas.

Outro caso: internautas deram falta, nas redes sociais, dos perfis de uma menina chamada Nina, com dois milhões de seguidores. A mãe, Fernanda Rocha Kanner, muito corajosa, concedeu entrevistas, dizendo por que deletou todas as mídias. Para ela não é aceitável que a sua filha de 14 anos cresça acreditando que é uma personagem.

A atitude gerou polêmica, afinal, os produtores de conteúdo são bem remunerados e bajulados por grandes marcas. Em sua entrevista à Revista Crescer, a neuropsicóloga, Deborah Moss, mestre em Psicologia do Desenvolvimento (USP), comentou que a atitude daquela mãe foi louvável no sentido de ter muito clara a educação que ela quer dar para os seus filhos, e manter a firmeza dos limites.

Temos visto um aumento considerável de jovens que apresentam quadros depressivos, transtornos de imagem, ansiedade e até aqueles que atentam contra a própria vida, quando motivados por mensagens ofensivas. Este é um alerta para que os pais fiquem atentos aos conteúdos divulgados e assistidos pelos seus filhos na internet.

Não podemos negligenciar as reações. Algumas pessoas sentem prazer em ofender outras nas redes sociais. Isso é preocupante porque elas não se dão conta que também precisam de ajuda.

A Internet conectou o mundo, por ser um meio de informação rápida, ágil e precisa. Por meio dela, temos acesso a todo tipo de conteúdo. Todo ser humano tem sim o direito de se expressar, mas, isso não significa que não se responsabilizará pelos seus atos. Crimes virtuais contra a honra, como injúria, calúnia e difamação, têm sido muito comuns nos últimos dias. A expressão livre é admissível desde que seja feita com respeito!

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