Foto: Divulgação/MetrôRio

Nesta sexta-feira (07/05), o Governo do Estado informou que a partir da próxima terça-feira (11/05) entra em vigor o reajuste da tarifa do MetrôRio. O valor da passagem do serviço vai aumentar de R$5 para R$5,80, após quase dois meses de negociações.

O governo destacou que esse novo valor representa uma redução de R$ 0,50 em relação ao homologado pela agência reguladora (Agetransp), de R$6,30. O reajuste valeria a partir de 2 de abril, mas foi adiado para as negociações.

O MetrôRio alega prejuízos que ultrapassam R$ 600 milhões. Eles afirmam que antes da pandemia da Covid-19, 900 mil passageiros circulavam no sistema por dia e hoje esse número reduziu para 390 mil por dia.

As negociações consideraram o atual cenário socioeconômico, fortemente impactado pela pandemia, e tinha como objetivo diminuir o impacto para o usuário e garantir o equilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão.

Em nota ao DIÁRIO DO RIO, o MetrôRio comentou o aumento. Confira:

O MetrôRio informa que a partir de terça-feira, 11/05, a tarifa vai passar de R$ 5 para R$ 5,80. O valor previsto no contrato de concessão e homologado pela Agetransp, em fevereiro, era de R$ 6,30. Após negociações com o governo do Estado, e diante do cenário socioeconômico provocado pela pandemia e também da grande queda de demanda do sistema metroviário, chegou-se a um acordo para reduzir a nova tarifa em R$0,50. Foi celebrado hoje, 7/5, um termo aditivo ao contrato de concessão, que define a nova tarifa e também cria um grupo de trabalho para analisar o equilíbrio da concessão até 31/12/2021.
Desde o início da pandemia, o MetrôRio já acumula perdas de mais de R$ 650 milhões. Nos dois primeiros meses de isolamento social, houve uma queda de demanda de passageiros superior a 80%. Atualmente, a redução ainda é de 60%. Esta é a maior crise da história do transporte.
O cálculo do reajuste anual é feito com base na variação do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), entre janeiro de 2020 e janeiro de 2021.
O MetrôRio ressalta que o sistema metroviário tem altos custos fixos suportados exclusivamente pela receita tarifária.
Apesar das dificuldades financeiras, a concessionária, além de manter os mesmos intervalos praticados no período pré-pandemia nos horários de pico, com oferta máxima da frota, também adotou as melhores práticas de higienização de trens e estações. A operação segue em pleno funcionamento tanto na Linha 4 quanto nas linhas 1 e 2, em horário regular e com todas as estações abertas.

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