Terreiro da Gomeia, em Duque de Caxias - Foto: Reprodução/TV Globo

Foi sancionada pelo governador em exercício, Cláudio Castro, e publicada no Diário Oficial do Estado nesta sexta-feira (23/04) uma lei, de autoria dos deputados André Ceciliano (PT), Mônica Francisco (PSOL) e Waldeck Carneiro (PT), que tomba como Patrimônio Histórico e Cultural do Rio de Janeiro o Terreiro da Gomeia, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

O objetivo da lei 9.251/21 é conservar o espaço e valorizar as práticas religiosas de matriz africana. O terreiro foi estabelecido no município na década de 50 pelo babalorixá João Alves Torres Filho, o Joãozinho da Gomeia, e entrou em desuso no final dos anos 80.

”Preservar aquele espaço é demarcar a trajetória das pessoas que praticam religiões de matriz africana, como o candomblé e a umbanda, que são muito atacadas, as lutas e a resistência da população negra. O Terreiro de Joãozinho da Gomeia deve ser reconhecido como espaço de memória afetiva, de afirmação identitária e de disseminação da cultura afro-brasileira”, afirmou Mônica Francisco, que também é vice-presidente da Comissão de Combate às Discriminações e Preconceitos de Raça, Cor, Etnia, Religião e Procedência Nacional da Assembleia Legislativa do RJ (Alerj), ressaltando que é pastora evangélica progressista e defensora do estado laico.

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