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O estado do Rio de Janeiro amargou um prejuízo de R$ 9 milhões com a compra de testes rápidos para detectar a Covid-19. Ao todo 70 mil kits comprados no ano passado estão pegando poeira em um depósito sem uso, quando poderiam estar à disposição da população . A data de validade de material também está vencida e até hoje a secretaria de Saúde e o fornecedor contratado não se entenderam sobre a eficácia desses testes.

O valor de R$ 9 milhões foi pago antecipadamente para a Total Med, empresa contratada sem licitação para fornecer 50 mil testes. As informações foram pulicadas pelo portal G1. Até agora, só no estado do Rio de Janeiro o novo Coronavírus já matou mais de 45 mil pessoas.

Na ocasião em que o contrato foi assinado, no dia 30 de março do ano passado, o estado do Rio tinha 657 casos confirmados da Covid-19. Essa semana, o número passou de 750 mil. A Controladoria Geral do Estado descobriu que foi mais um negócio fechado sem pesquisa de preços e sem parecer jurídico, que também era obrigatório.

Ainda foi revelado superfaturamento nos preços dos testes através de uma auditoria que apontou que cada item comprado por R$ 180 custou 90% a mais, ou seja, quase o dobro, do valor de outro contrato público.

Após a denúncia, a secretaria de Saúde e a Total Med renegociaram os valores e a empresa se comprometeu a entregar 70 mil testes, 20 mil a mais que o previsto no contrato.

O problema é que os kits entregues em maio do ano passado não tinham o registro da Anvisa, ou seja não poderiam nem sequer ter sido adquiridos pelo Estado, em função da ineficácia.

O governo do Rio quer o dinheiro de volta. O procurador da secretaria de saúde conclui que a Total Med deve ser notificada para devolver os nove milhões de reais pagos antecipadamente pelo estado.

A Totalmed disse que ofereceu à secretaria de saúde o total de oitenta e quatro mil testes de marca aprovada pela Fiocruz. Mas, não recebeu o retorno das autoridades.

A secretaria da Saúde disse que em dois de dezembro de 2020, a empresa Totalmed foi notificada para fazer a retirada dos testes, bem antes da data de vencimento do material.

A defesa do ex-subsecretário de saúde estadual do Rio de Janeiro, Gabriel Neves, responsável pela condução da negociação à época, diz que refuta que tenha havido qualquer ilegalidade na contratação da Totalmed, o que vem sendo demonstrado no curso da ação civil pública pertinente ao caso.

4 COMENTÁRIOS

  1. Quem autorizou a compra tinha q pagar o prejuízo do seu bolso, canalhas.
    Vão inventar q ñ eram eficazes, tinham q pagar em dobro, pela burrice e INCÚRIA, canalhas, novamente.

  2. O problema aí nem é o do prazo de validade, mas de ter comprado testes duvidosos. O problema está na raiz mesmo. Como tudo no governo, nenhum CPF é responsabilizado: por isso a gestão sempre será ruim.

    • Essa é a justiça criminal branca, hetero e conservadora. Na outra matéria defende o cancelamento do CPF. Já aqui é apenas a responsabilização do CPF…

  3. Aí ninguém fala que devia cancelar CPF, passar o cerol nesses incompetentes que ainda desviam recursos públicos em esquemas criminosos.

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