Eleições 2014

A eleição para governador do Rio de Janeiro em 2014 será pulverizada, terá vários candidatos com alguma chance de ganhar. Hoje o pré-candidato a governador pelo Democratas, Cesar Maia, utilizou o seu ex-blog para comentar sobre todos os candidatos e a confusão armada e olha que não foi incluída a Jandira Feghali (apesar de eu achar que ela será candidata ao Senado e não ao Governo do Estado).

De acordo com o ex-prefeito tal confusão favorece que um candidato com 15% das intenções de voto possa chegar ao 2º turno, ou seja, qualquer um. Vale ler:

AUMENTA A CONFUSÃO PRÉ-ELEITORAL PARA GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO!

1. Os sintomas de desnorteamento dos partidos em relação à eleição para governador do Estado do Rio é cada dia maior. A começar pelo PMDB. Uma reunião reservada de seus cardeais foi vazada com uma proposta de rendição incondicional: ou o PT-RJ apoia Pezão ou o PMDB-RJ não apoia Dilma. Traduções: a) Pezão não tem pernas para vencer sozinho com aliados locais; b) PT nacional quer distância do desgaste do Cabral.

2. Lindbergh -na ânsia de formar uma frente de apoio “catch-all” e exatamente quando se formava a dupla Campos/Marina, apontando para um quadro eleitoral que o PT nacional não contava- declara que vai buscar o apoio do PSB no RJ. Crise e enquadramento do tipo “cala a boca” garoto. Perde uns pontos de confiança interna.

3. Garotinho tentou atrair partidos significativos e fracassou. Ficou isolado. Ruídos do Planalto garantem que Dilma quer qualquer candidato eleito, até os da oposição, menos Garotinho. O PSOL finalmente decidiu voltar com Milton Temer, o que garante maior contundência no discurso e menor amplitude de votos. O nome do vereador Paulo Pinheiro, que traria para o palco o tema Saúde e maior amplitude, foi descartado por ser cristão-novo.

4. Miro Teixeira escorregou e antecipou sua entrada no PROS horas antes de Marina aderir ao PSB. Para ser candidato terá que convencer aos Gomes –Ciro e Cid- que fará a campanha de Dilma e não de Campos e Marina (de quem se aproximou na certeza que sairia a “Rede”, com ele candidato). O PSB não sabe como montar um palanque no Rio para Campos. Está usando sondas de profundidade.

5. Outros ruídos do Planalto informam que Crivella precisa ser candidato: entrará com Dilma no voto evangélico e reduz a intenção de voto em Garotinho de 5 a 10 pontos, abrindo o caminho para Lindbergh. Mas num quadro pulverizado assim, corre com chances de ir ao segundo turno. Tríplice palanque.

6. O PSDB apresenta o nome de Bernardinho para mostrar que está vivo no Rio. Na verdade é emblema da campanha de Aécio, que mais do que ninguém, sabe, que Bernardinho não vai colocar seu prestígio pessoal, sua mobilidade internacional e suas empresas no caldeirão do Rio. Ou seja: PSDB-RJ aguarda Aécio e não sabe para onde vai.

7. Finalmente o DEM que garante, repete e afirma que terá candidato a governador, o que oxigena a legenda dos deputados. O nome que conta é do ex-prefeito e vereador Cesar Maia, que aparece em pesquisas entre 8% e 10%, bom patamar para alavancar, mas, melhor, para fazer legenda. Essa provável decisão, com a possibilidade da candidatura do deputado Ronaldo Caiado a presidente, se torna definitiva.

8. Uma boa notícia para todos: com este imbróglio formado e esta pulverização, quem chegar a 15% terá enorme chance de estar no segundo turno. Isso cria estímulos e motivações: quem tem entre 5% e 7%, está perto dos 15% –ou seja- do segundo turno.

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