Torcida do Vasco na antiga Geral do Maracanã - Foto: Reprodução/Internet

Nesta segunda-feira, (19/07), foi celebrado o dia do futebol. O Instituto Rio21 analisou os dados da pesquisa “Violência, juventude e idolatria clubística: Uma pesquisa quantitativa com torcidas organizadas de futebol no Rio de Janeiro e em São Paulo”, realizada pelos doutores Bernardo Borges Buarque de Hollanda e Jimmy Medeiros, publicada na Revista Hydra, em agosto de 2016.

De acordo com o artigo, as torcidas organizadas do estado do Rio de Janeiro eram compostas principalmente por homens. Dos 426 entrevistados, mais de 90% eram do sexo masculino.

Proporção de entrevistados, por gênero. Fonte: Borges Buarque de Hollanda, Bernardo; Medeiros, Jimmy. Elaboração: Instituto Rio21

Os membros de torcidas organizadas do Rio de Janeiro também eram em sua maioria solteiros (77% dos entrevistados). Enquanto apenas 15% eram casados e 3% divorciados.

Situação conjugal dos torcedores organizados. Fonte: Borges Buarque de Hollanda, Bernardo; Medeiros, Jimmy. Elaboração: Instituto Rio21

Vale ressaltar que grande parte dos membros das torcidas organizadas do Rio de Janeiro tinha perfil mais jovem: mais de 90% possuíam até 39 anos. Apenas 5% dos entrevistados estavam entre as faixas etárias de 40 e 49 anos e 2%, de 50 e 59 anos.

Faixa etária dos torcedores organizados. Fonte: Borges Buarque de Hollanda, Bernardo; Medeiros, Jimmy. Elaboração: Instituto Rio21

Pesquisadora do Instituto Rio21, Carolina Carvalho: “Como os autores do artigo apontam, é provável que as torcidas organizadas sejam formadas majoritariamente por solteiros por serem pessoas com mais tempo disponível, com um menor comprometimento conjugal”.

Ao observar o grau de escolaridade dos entrevistados, é possível perceber que apenas uma minoria apresentava baixa escolaridade. Os dados indicam que o torcedor organizado fluminense tende a ter uma escolarização alta, com ¾ possuindo pelo menos o Ensino Médio completo.

Grau de escolaridade do torcedor organizado. Fonte: Borges Buarque de Hollanda, Bernardo; Medeiros, Jimmy. Elaboração: Instituto Rio21

2 COMENTÁRIOS

  1. Ensino médio não é escolarização alta como lemos no texto. O nome já diz. É médio. Se somarmos os de médio para baixo então… Apenas 19% têm ensino superior. Esse número, sim, é significativo em sua minoria.

  2. 90% com antecedentes criminais, mais outros tantos que nem sequer torcem para o time associado a torcida organizada que está vinculado, e 99% não sabe nem ler e escrever. Torcida organizada é a segunda maior doença do futebol brasileiro, atrás apenas das federações de futebol – isso inclui a CBF.

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