Transito não é só culpa dos Governos

Batemos recorde e recorde um atrás do outro relativo ao transito cada vez pior na nossa cidade. Obras no do Metrô, dos BRT’s, dos piscinões contra enchentes na Praça da Bandeira e principalmente, as obras do Porto Maravilha coma derrubada da Perimetral são tidos como os grandes causadores dos enormes engarrafamentos. Hoje em dia é praticamente impossível sair de casa para ir de qualquer ponto a qualquer outro da cidade sem se deparar com um possível local de retenção.

Como o Brasileiro gosta de personificar a maioria das questões o culpado acaba sempre sendo o Prefeito, Eduardo Paes, e o ex-Governador Sérgio Cabral. Pezão está na espera mas já já será o “dono” dos engarrafamentos também. O nível federal (Dilma) sai quase sempre ilesa, afinal de contas a maioria das pessoas vê os incentivos fiscais a compra de carros dos últimos anos apenas como uma redução de impostos muito justa, sem se importar com o fato que cada vez mais carros significa cada vez mais engarrafamentos.

Mas tem um outro culpado nessa história toda. O Motorista que trafega pelas ruas do Rio de Janeiro. E não é nenhum exagero pensar que a maioria deles é Carioca. Então, o motorista Carioca.

Uma parcela nem tão pequena de motoristas na nossa cidade acha que as vias públicas são espaços que lhes pertencem para fazer o que bem entendem. Estacionar em fila dupla para ir ali “rapidinho” comprar uma coisa. Isso quando não é um caminhão de entrega de mercadorias, que se vê no direito de ignorar solenemente os sinais de “proibido estacionar” ou as baias de ônibus. O pequeno distúrbio gera interferências no transito e em poucos instantes têm-se uma retenção que dura muito mais tempo do que a breve parada do veiculo que causou a interferência. Ou seja, um estrangulamento de duas para uma pista por causa de uma interferência de 1 minuto demora muito mais tempo para se resolver, pois gera um “estoque” de carros congestionados ou que tiveram que diminuir a velocidade atrás.

Outro tipo de evento é ainda mais impressionante. A lei de Gérson parece fazer parte da cultura de transito. Para quem não conhece, a lei de Gérson diz basicamente que uma pessoa irá fazer qualquer coisa para obter uma vantagem própria, não importando as questões morais, éticas ou se houver prejuízo do próximo. Basta andar 5 minutos e ela pulara na sua cara na forma de um taxista fechando um cruzamento, uma Van usando a pista de acesso para fazer uma ultrapassagem pela direita na Linha Vermelha, ou um engraçadinho passando pela terceira pista da esquerda por centenas de carros que querem virar a direita e nos últimos metros se espreme na frente da fila.

Apesar o BABACA que faz isso conseguir os 10 segundos de vantagem sobre o colega de transito dele, quando se junta uma coletividade de babacas isso significa que no geral a velocidade média do transito é drasticamente reduzida para todos, inclusive ele mesmo já que inevitavelmente ele ficará preso no engarrafamento aqui ou ali.

Só por curiosidade, se alguém se perguntou, ficar trocando de faixa durante transito intenso também reduz a velocidade média total e raramente confere algum tipo de vantagem. A burrice coletiva, seja por desconhecimento, seja por mal caráter, é capaz de grandes coisas. Na nossa cidade ela se junta às dezenas de obras e intervenções para transformar o andar de carro numa verdadeira maratona de mal humor.

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