Bolsas com plasma de paciente que se recuperou da doença. Tratamento tem sido feito em outros países Foto: AGUSTIN MARCARIAN/REUTERS / REUTERS

Um tratamento pioneiro no Brasil, desenvolvido em parceria pelo Hemorio e o Instituto Estadual do Cérebro, promete ajudar pacientes diagnosticados com a Covid-19.

É o tratamento com plasma convalescente, que consiste na infusão de plasma sanguíneo com anticorpos da doença em pacientes infectados pelo novo coronavírus.

A técnica já vem sendo utilizada em vários países, como os Estados Unidos e o Reino Unido. No Brasil, o Rio de Janeiro é pioneiro no tratamento.

Os testes começaram em abril, mas os cientistas alertam que a terapia tem mais chances de sucesso em pacientes que ainda não foram entubados.

O paciente moderadamente grave. Aquele paciente que já tem algum grau de comprometimento, mas que ainda não está entubado. É aquele paciente que ainda está numa UPA, antes de ser transferido. Então se a gente puder fazer o plasma nesse paciente a gente acredita muito que possa ajudar“, explicou Monica Gadelha, chefe do laboratório de Biologia Molecular do Instituto do Cérebro.

A mesma técnica já foi aplicada nas epidemias de Ebola e H1N1 e surge como mais uma possível estratégia para o combate do coronavírus.

Segundo os especialistas, o processo de doação de plasma é um pouco mais demorado do que a doação de sangue normal, podendo levar até 2h, entre os exames necessários e a doação de fato.

Uma doação de sangue normal leva de cinco a sete minutos e esse processo leva 1h. Com mais a parte de pré-doação e exames, a pessoa fica cerca de duas horas. É um processo bem mais artesanal, mais complexo, embora sem risco nenhum também“, contou Luiz Amorim, diretor do Hemorio e idealizador do projeto.

Até o momento, o Hemorio já recebeu mais de mil inscrições de doadores e 600 pessoas já foram pré-aprovadas para doarem o plasma.

As informações são do portal G1.

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