Na última quarta-feira, 10/07, a Comissão Parlamentar de Inquérito que apura denúncia de suposto favorecimento nos leilões dos camarotes da Prefeitura do Rio de Janeiro na Passarela do Samba (CPI dos Camarotes) ouviu um novo depoimento de Alexandre Gonçalves de Souza, coordenador-geral de suprimentos e infraestrutura da Subsecretaria de Serviços Compartilhados da Prefeitura do Rio. O setor de Alexandre Gonçalves foi o responsável por conduzir um dos leilões que é alvo da investigação da CPI.

Por conta das contradições entre os depoimentos de Alexandre Gonçalves e do assessor-chefe do gabinete do prefeito, Isaías Zavarise, a presidente da Comissão, vereadora Rosa Fernandes (MDB) quis saber se havia a possibilidade de alguma das mensagens telefônicas trocadas entre os dois ter sido editada. O depoente negou essa possibilidade e apresentou o conteúdo de mensagens do seu celular pessoal.

Alexandre afirmou que o único participante do leilão com quem ele teve contato foi o Wagner Pereira, o vencedor da licitação. Gonçalves deixou ainda seus sigilos telefônico, bancário e fiscal à disposição da CPI para provar o que está dizendo. O depoente contou, ainda, que foi procurado por Isaías Zavarise e se negou a assinar um documento que isentasse o assessor do gabinete do prefeito de ter participado de qualquer fase do processo licitatório.

“A minha responsabilidade foi tão somente executar um leilão demandado pelo Isaías. Se existe uma trama, eu não participei disso. Eu não vou me tornar conivente nessa história”, revelou.

Para Tarcísio Motta (PSOL), membro da Comissão, as evidências provam que não houve uma competição real entre os participantes da licitação.

“Cada vez mais fica claro que estava tudo armado no momento do leilão. Eram sócios que armaram um teatro para fingir que havia concorrência”.

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