TSE julga nesta sexta-feira inelegibilidade de Marcelo Crivella

O atual prefeito disputa vaga no segundo turno nas eleições municipais do Rio

Marcelo Crivella, prefeito do Rio - Foto: Hermes de Paula/Agência O Globo

O plenário virtual do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para esta sexta-feira (13/11) o julgamento de recurso do Ministério Público Federal (MPF) para que o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) volte a ficar inelegível. Os efeitos da decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) foram suspensos pelo ministro Mauro Campbell Marques. O julgamento do caso vai ocorrer dois dias antes do primeiro turno das eleições municipais. 

Segundo pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira (09/11), Crivella permanece em segundo lugar nas intenções de voto com 15% e está empatado tecnicamente com a deputada estadual Marta Rocha (PDT).

Crivella havia sido condenado de forma unânime pelo TRE-RJ por participar de um comício eleitoral de seu filho na quadra da escola de samba Estácio de Sá, em setembro de 2018, que reuniu funcionários da Comlurb, empresa municipal de limpeza. 

No recurso apresentado ao TSE, o procurador Humberto Jacques de Medeiros afirma que o prefeito cometeu prática de abuso de poder político na reunião. Na manifestação, ele pede que o ministro relator reveja sua decisão liminar ou, caso não mude de entendimento, leve o caso para discussão no plenário do TSE, o que será feito nesta sexta-feira.

Ao suspender a inelegibilidade de Crivella, Campbell Marques atendeu a um recurso da defesa do atual prefeito. Para a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE), há provas suficientes para justificar a condenação de Crivella pelo TRE do Rio. Por isso, não seria possível conceder uma decisão liminar suspendendo os efeitos dessa condenação.

Segundo a PGE, Crivella usou bens e funcionários da Comlurb no evento, que era parte da campanha eleitoral de candidatos a deputado estadual e federal. Um dos candidatos era Marcelo Hodge Crivella, filho do prefeito.

Em 2018, o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) obteve liminar no TSE para suspender uma condenação que o havia tornado inelegível. Com isso, conseguiu disputar as eleições daquele ano ao governo do estado. A liminar foi concedida pelo ministro Jorge Mussi, e o mérito do caso ainda não foi julgado pelo plenário da Corte até hoje. Paes é adversário de Crivella na eleição municipal deste ano.

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3 COMENTÁRIOS

  1. Um dos piores, se não foi o pior Prefeito que já tivemos. Prejudicou até o povo evangélico que teima em seguir este incompetente, já que boa parte do povo humilde é de cristãos e evangélicos. Os outros conseguiram pelo menos se reeleger depois de tanta merda que fizeram. Esse nem isso vai conseguir. Siga sua cabeça e não o seu pastor ou líder espiritual. Ele é humano e como a maioria, está pensando em se dar bem, seja como for, afinal todos temos contas pra pagar e eles também gostam de uma boa vida.

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