Foto: Uerj

Uma pesquisa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) busca entender como o organismo de pessoas vacinadas contra a Covid-19 com os imunizantes AstraZeneca, CoronaVac e Pfizer produz defesas, principalmente linfócitos específicos, com maior efetividade para destruir ou inativar o Sars-CoV-2 e suas variantes. Os voluntários são recrutados entre as pessoas recebem a primeira dose da vacina, no posto montado no campus da Universidade, no Maracanã.

Depois de imunizados, os voluntários passam pela coleta de sangue com todos os protocolos de segurança. Os participantes respondem ainda às perguntas do estudo, conduzido pela médica Isabel Bouzas, do Centro de Apoio à Pesquisa no Complexo de Saúde da Uerj (CAPCS), sob coordenação do professor Luís Cristovão de Moraes Sobrino Pôrto, do Instituto de Biologia Roberto Alcântara Gomes (Ibrag).

O monitoramento é feito em várias fases, iniciando no momento da vacinação e prosseguindo pelos meses seguintes. O médico coordenador da pesquisa explica as etapas do estudo.

“As amostras coletadas no ato da vacina ficam armazenadas para testagem comparativa com as da segunda dose, que completa o ciclo de imunização. Assim poderemos definir melhor em qual grupo populacional, por sexo e faixa etária, a vacina foi efetiva”, esclarece Luís Cristovão.

Até o momento, mais de 3.200 pessoas já colaboraram com o estudo. Muitos voluntários, entendendo a importância e o propósito da pesquisa, estimulam amigos e conhecidos a aderirem, como Brenda Ferreira, estudante de Relações Públicas da Faculdade de Comunicação Social da Uerj.

“Eu achei importante participar da pesquisa, pois quanto mais dados forem obtidos, melhor será o entendimento do funcionamento do vírus e da vacina. Assim, poderemos ter respostas de qualidade, com agilidade, úteis em casos de novos surtos. É um ganho pra sociedade como um todo”, afirma a estudante.

A pesquisa gera um conjunto de ações de grande relevância para a Uerj, principalmente em relação aos dados científicos produzidos sobre a Covid-19.

“É que os dados estarão disponíveis também para o acesso de outros cientistas e, a partir deles, será possível continuar ampliando os resultados com todas as informações das diferentes respostas imunológicas ocorridas com os participantes”, afirma Isabel Bouzas.

A fala da pesquisadora é complementada por Luís Cristóvão, que aponta o diferencial desta pesquisa realizada pela Uerj em relação as demais.  

“O diferencial significativo desta pesquisa é buscar respostas imunológicas das vacinas em grupos populacionais por período superior a seis meses, o que não foi feito em outros estudos”.

Além de todos esses fatores, a pesquisa deixará ainda como legado a construção de bases de dados e de um biorrepositório para futuras investigações. 

O posto de vacinação da Uerj funciona em frente à Concha Acústica Marielle Franco, das 9h às 15h, de segunda a sexta-feira.

 

Costa do mar, do Rio, Carioca, da Zona Sul à Oeste, litorânea e pisciana. Como peixe nos meandros da cidade, circulante, aspirante à justiça - advogada, engajada, jornalista aspirante. Do tantã das avenidas, dos blocos de carnaval à força de transformação da política acreditando na informação como salvaguarda de um novo tempo: sonhadora ansiosa por fazer-valer!

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