Foto: Diretoria de Comunicação da UERJ

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) recebeu na última quarta-feira (25/08), a proposta de incorporação da Fundação Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo). O pedido foi formalizado publicamente em reunião entre as Reitorias e representantes das duas instituições e agora passará por discussão em audiência pública e deliberação no Conselho Universitário da Uerj (Consun).

A incorporação é uma vontade antiga da comunidade da Uerj. Em plebiscito realizado em junho de 2016, mais de 70% dos votos foram favoráveis à incorporação. Alunos e funcionários reivindicam a garantia de direitos que vêm sendo negados desde a criação do polo, em 2009. São demandas como plano de carreira para professores, concurso para admissão de técnicos administrativos, bolsas estudantis de iniciação científica, monitoria ou extensão, além do auxílio-permanência para aqueles em situação de vulnerabilidade social.

“Essa fusão representa a conclusão de um projeto de implantação de uma universidade pública na Zona Oeste, que foi sonhado, mas se perdeu pelo caminho. Também significa um tratamento mais igualitário para a população local, em relação às demais regiões atendidas pelo ensino público superior”, afirmou a reitora da Uezo, Luanda de Moraes.

Já o reitor da Uerj, Ricardo Lodi, ressaltou que a proposta precisará ser amplamente discutida pela comunidade acadêmica e que o Consun dará a palavra final.

“Se a iniciativa for aprovada na Universidade, contará com todo meu apoio e teremos que buscar uma lei que vá garantir os mesmos direitos aos professores, técnicos e estudantes egressos da Uezo; não haverá perdas para ninguém e todos serão igualmente da Uerj”, enfatizou Lodi.

A Uezo é um Centro Universitário público e tem cerca de dois mil alunos, matriculados em 10 cursos de graduação e três de pós-graduação, distribuídos em cinco áreas: Biologia, Computação, Farmácia, Engenharias e Tecnologia em Construção Naval. O corpo docente é formado por 103 profissionais, todos qualificados com doutorado. A instituição também dispõe de 25 técnicos em laboratório, mas não conta com pessoal administrativo efetivo.

Os resultados no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) a demonstra excelência no ensino da instituição. O curso de Farmácia, por exemplo, conquistou conceito 4 na última avaliação (a escala vai de 1 a 5). Os professores, no entanto, ressentem-se da falta de reconhecimento.

De acordo com o presidente da Associação dos Docentes da Uezo (Aduezo), João Bosco Salles, concursados há dez anos não tiveram progressão de um nível sequer.

“Além de não termos reajuste, ainda deixamos de ganhar. Quando começamos, ganhávamos 12 salários mínimos; hoje recebemos apenas cinco”, afirmou.

A Reitora Luanda de Moraes alertou que, se não houver a incorporação à Uerj, a Uezo pode não resistir.

Mas estamos muito esperançosos que a proposta seja aprovada, recebida pelo Governo e se concretize nessa região”.

“A perspectiva é de podermos levar a maior universidade pública fluminense para a Zona Oeste, promovendo ensino, pesquisa e extensão”, concluiu a Reitora da Uezo.

Costa do mar, do Rio, Carioca, da Zona Sul à Oeste, litorânea e pisciana. Como peixe nos meandros da cidade, circulante, aspirante à justiça - advogada, engajada, jornalista aspirante. Do tantã das avenidas, dos blocos de carnaval à força de transformação da política acreditando na informação como salvaguarda de um novo tempo: sonhadora ansiosa por fazer-valer!

1 COMENTÁRIO

  1. Tomara que na incorporação a reitoria e as estruturas duplicadas da UEZO sejam desfeitas de modo a economizar recursos públicos e assim também diluir os mastodônticos custos da UERJ (mais de R$ 1.000 milhões por ano)

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