UFRJ e ecologistas se mobilizam por estação de barcas na Ilha do Fundão

O trecho inicial do documento apresentado destaca a necessidade do transporte hidroviário e fala sobre a melhora na qualidade de vida das pessoas que moram na região e adjacências

Advertisement
Receba notícias no WhatsApp

Nesta quinta feira (12/11), o Movimento Baía Viva, a Reitora da UFRJ e instituições que atuam na defesa da Mobilidade Urbana sustentável encaminharam documento ao GOERJ (Secretaria Estadual de Transportes), ALERJ, aos Conselhos Estadual e Municipal de Transportes e à Presidência do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) pedindo urgência na implantação da estação de barcas na Ilha do Fundão por sua grande viabilidade socioambiental.

“Os congestionamentos ou engarrafamentos diários no trânsito das cidades da Região Metropolitana do Rio de Janeiro provocam um prejuízo econômico e uma “produção sacrificada” estimada em  R$ 29 bilhões por ano! A ampliação do transporte de barcas com a implantação de novas estações têm potencial para retirar mais de 100 mil veículos das ruas, reduzindo a extensão e os custos dos congestionamentos, assim como os gastos públicos do setor da saúde provocado pela intensa poluição atmosférica. Também defendemos a construção de barcas de menor porte (a partir de cerca de 150 passageiros) que podem ser construídos nos estaleiros navais do Rio de Janeiro que foram todos fechados a partir da crise de de 2014, para gerar empregos e melhor a mobilidade urbana. Outra proposta importante que apoiamos é a Municipalização do transporte de barcas para garantir o direito de ir e vir dos povos que moram e trabalham nas ilhas da Baía de Guanabara (Paquetá, Governador e do Fundão) e da Ilha Grande”, afirma o ecologista Sérgio Ricardo Verde Potiguara, que é um dos fundadores do Baía Viva.

O trecho inicial do documento apresentado destaca a necessidade do transporte hidroviário e fala sobre a melhora na qualidade de vida das pessoas que moram na região e adjacências.


“Faz tempo que o transporte hidroviário na Baía da Guanabara é subutilizado no atendimento às necessidades dos usuários. O Plano Hidroviário da Baía de Guanabara (1984) que, infelizmente, não saiu do papel á época (36 anos atrás!) já previa a ampliação deste serviço com a implantação de estações de barcas em São Gonçalo, Magé e no Cocotá (Ilha do Governador), sendo que efetivamente só esta última foi construída graças a uma mobilização popular de mais de 20 anos do povo insulano.

Desde os anos 1990, na carta de fundação do Movimento Baía Viva, já constava a reivindicação da implantação de uma estação de barca na
Ilha do Fundão para beneficiar a comunidade universitária da UFRJ e da Ilha do Governador, sendo que ambas as ilhas estão situadas na XX Região Administrativa (RA) do município do Rio de Janeiro.

Advertisement

Leia também

Rio terá observatórios para estudos climáticos; 1º será no Complexo do Alemão

Balão é ‘abatido’ antes de cair no Aeroporto do Galeão

Esta estação de barcas no Fundão, através da integração dos diversos modais de transportes poderia atender aos moradores de bairros vizinhos como os do Complexo da Maré e de outros bairros da Zona Norte carioca”, informa o documento.

Advertisement
Receba notícias no WhatsApp
entrar grupo whatsapp UFRJ e ecologistas se mobilizam por estação de barcas na Ilha do Fundão

Advertisement

Comente

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui