O deputado estadual Wanderson Alexandre (Solidariedade) é o 1º dos 6 deputados do Rio de Janeiro presos a ganhar um Habeas Corpus. O HC foi concedido pelo
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na sessão extraordinária de quarta-feira (13). Além de Wanderson, ex-prefeito de Silva Jardim, a liberdade também foi concedida ao
 ex-presidente da Câmara de Vereadores do município Roni Luiz Pereira. O pedido de HC foi ajuizado contra a prisão preventiva decretada pela juíza da 63ª Zona Eleitoral da cidade e mantida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). 

Wanderson, entretanto, não está entre os presos na Operação Furna da Onça, mas sim acusado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), de envolvimento na fraude de atas de convenção para formação de coligações partidárias para concorrer às Eleições Municipais de 2016. Segundo a denúncia apresentada à Justiça Eleitoral, a convenção partidária sequer teria ocorrido. Ademais, teriam sido utilizados documentos falsificados no registro das candidaturas do ex-prefeito e do vereador para o pleito daquele ano. 

A defesa de Wanderson sustentou que o procedimento investigativo do MPE foi iniciado em 2016 e que todo o material, incluindo testemunhas ouvidas em juízo, já estaria nos autos. Portanto, não haveria indícios de qualquer interferência do acusado na produção de provas capazes de justificar a sua prisão preventiva. 

Para o relator da matéria no TSE, ministro Jorge Mussi, as prisões cautelares ressaltam-se como exceções, devendo ser admitidas apenas como última medida para garantir a ordem pública e a instrução criminal. “Além disso, esses supostos delitos teriam ocorrido nas Eleições de 2016, ou seja, mais de dois anos antes de o paciente ser preso (em dezembro de 2018), e não se indicou fato superveniente que fundamentasse a indispensabilidade da segregação cautelar somente após esse lapso [temporal]”, constatou. 

O ministro lembrou ainda que as secretárias Aline Cristina Cardozo Garcia e Thaís de Oliveira Costa Gabardo, também acusadas de envolvimento no caso, já estariam em liberdade em decorrência de decisão monocrática concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. 

Em seu voto, Mussi constatou não estarem presentes as condições necessárias para a manutenção da prisão preventiva de Wanderson e Roni e, em razão disso, concluiu pela necessidade da imposição de medidas cautelares alternativas previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal: comparecimento periódico em juízo no prazo e nas condições fixadas pelo juiz para informar e justificar as suas atividades; proibição de contato dos pacientes com as testemunhas do processo; e proibição de ausentar-se da comarca quando a permanência seja conveniente ou necessária para investigação ou instrução. 

Ouça os podcasts do Diário do Rio

O mesmo entendimento foi seguido pela maioria dos ministros da Corte, vencido em parte o ministro Admar Gonzaga, que votou pela exclusão da terceira medida cautelar imposta pelo relator, para não prejudicar o exercício do atual mandato de Wanderson Gimenes Alexandre como deputado estadual pelo Rio de Janeiro. 

Com informações do Agenda do Poder.

1 COMENTÁRIO

Comente

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui